Ciro Nogueira diz que foi vítima de ataque ‘maligno’ da PF em ano eleitoral

Senador é alvo da Operação Compliance Zero e nega irregularidades, atribuindo ação a ano eleitoral

Ciro Nogueira (PP-PI): senador foi alvo de operação da PF na investigação do caso Master
Ciro Nogueira (PP-PI): senador foi alvo de operação da PF na investigação do caso Master Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) declarou nesta sexta-feira, 8, ser vítima de um “ataque maligno e sem fundamentos” após ser alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente nacional do PP negou irregularidades e atribuiu a ação a uma tentativa de manchar sua imagem em ano eleitoral.

O que aconteceu

  • O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero.
  • A investigação apura o escândalo do banco Master, com suspeitas de recebimento de mesada e luxos pelo parlamentar.
  • Ciro Nogueira nega todas as acusações e classifica a operação como um “ataque maligno” em ano eleitoral.

Esta não é a primeira vez que o senador é investigado. Ciro Nogueira relembrou uma apuração anterior, ocorrida durante a campanha de 2018, na qual, segundo ele, foi comprovada sua inocência. “Na primeira tentativa de me parar, o devido processo legal apurou as ilações e mentiras contra mim e ficou comprovada a minha inocência. Mas fica uma pergunta: quem devolve a honra de uma pessoa depois de um ataque tão maligno e sem fundamentos como esse?”, questionou o parlamentar.

O político argumentou que a operação é uma “tentativa de manchar” sua “honra pessoal” em um ano eleitoral, já que é candidato à reeleição ao Senado pelo Piauí. Ele afirmou que os acontecimentos lhe dão “mais energia para lutar por mais recursos para o nosso povo do Piauí e não deixar que os maus governem sobre os bons”.

Qual a relação com a Operação Compliance Zero?

A Polícia Federal deflagrou a 5ª fase da Operação Compliance Zero, investigando o escândalo do banco Master, e o senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi um dos alvos da ação de busca e apreensão.

De acordo com a PF, o senador teria recebido uma mesada de, no mínimo, R$ 300 mil, além de ter despesas custeadas com estadias em hotéis de luxo em Nova York, restaurantes de alto padrão e a disponibilização de um cartão de crédito do banqueiro para uso pessoal. Ciro Nogueira nega veementemente todas as irregularidades imputadas.

Ao final de sua manifestação nas redes sociais, Ciro assinou a nota como “um cidadão completamente indignado”, reforçando sua postura de rechaço às acusações.