Ciro Gomes: ‘Lula não foi absolvido; Bolsonaro é um boçal, um genocida’

Crédito: Reprodução/YouTube

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Fiz questão de entrevistar Ciro Gomes no meu canal do YouTube (Blog do Villa-Marco Antonio Villa). Identifiquei que, na minha interpretação da conjuntura político-eleitoral, é o candidato que, no momento, poderá ser o mais atingido eleitoralmente pelas últimas ações do Supremo Tribunal Federal. Na entrevista buscou se dissociar do lulopetismo. Apontou casos de corrupção nas gestões do PT (Lula e Dilma). E da articulação do petismo com gravíssimos atos de corrupção nos anos 2003-2016.

Na entrevista procurou dissociar suas críticas às decisões do ex-juiz Sérgio Moro dos escândalos investigados pela Lava-Jato. Bateu duro especialmente no Lula afirmando que ele (Ciro) teria advertido diversas vezes o ex-presidente dos atos de corrupção dos nomeados. Daí afirmou que Lula é o grande responsável pelas bandalheiras.

Defendeu uma reconciliação do governo com o povo. Atacou Bolsonaro chamando-o de boçal e genocida. Mas não perdeu a oportunidade de, na mesma resposta, atacar Lula e Dilma. Falou até em máfia. Segundo ele, o governo Dilma quebrou o Brasil e recordou a recessão dos anos 2015-2016. Considerou o bolsonarismo produto das mazelas do lulopetismo. Para ele, a “grande mudança institucional produzida pelo Lula foi a tomada de três pinos.”

Discordou da polarização Lula-Bolsonaro. Considerou o processo eleitoral em aberto. O candidato pretende estabelecer uma aliança ampla com setores democráticos, o que chama de centro-esquerda. Insistiu em se apresentar como alguém com larga experiência legislativa e administrativa, neste último caso como prefeito, governador e duas vezes ministro de Estado.

Alertou a “Faria Lima” que se eleito não aceitará a diretoria do Banco Central nomeada por Bolsonaro e “que acabou o assalto.” De acordo com Ciro, “Bolsonaro traiu a Faria Lima.” Ressaltou sua discordância com a política de preços da Petrobras. Lembrou da distribuição abusiva de dividendos da empresa e dos salários dos seus executivos. E mais: descreveu uma opção de compra, que chamou de “exótica”, que enriqueceu investidores que teriam informações privilegiadas. Disse ele: “roubaram 18 milhões de reais do mercado.”

Atacou duramente Paulo Guedes e fez menções a ações pouco republicanas do atual ministro da Economia. Recordou ações questionáveis do Banco do Brasil (outra vez atribuídas a Paulo Guedes). Incluiu também o BNDES que teria vendido ativos, sempre segundo ele, por valores inferiores ao de mercado, além de mazelas na Caixa Econômica Federal e na BR Distribuidora. Bolsonaro seria um “corno sob o ponto de vista cívico.” Paulo Guedes estaria quebrando o país. Citou o crescimento da dívida pública, o aumento do custo e as dificuldades de rolagem.

Buscou demonstrar que tem viabilidade eleitoral e que pretende construir uma ampla aliança eleitoral com os setores democráticos. Está afiado, afiadíssimo. Concluiu citando um verso de uma música dos Titãs.

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Sobre o autor

Marco Antônio Villa é historiador, escritor e comentarista da Jovem Pan e TV Cultura. Professor da Universidade Federal de São Carlos (1993-2013) e da Universidade Federal de Ouro Preto (1985-1993). É Bacharel (USP) e Licenciado em História (USP), Mestre em Sociologia (USP) e Doutor em História (USP)


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