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Ciro Gomes chama dono de Coco Bambu de “vagabundo” e empresário responde

Ciro Gomes chama dono de Coco Bambu de “vagabundo” e empresário responde

Pré-candidato à Presidência Ciro Gomes durante debate antes das eleições de 2018


O pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, criticou o empresário Afranio Barreira, dono da rede de restaurantes Coco Bambu e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista ao programa Em Cima do Muro, exibida nesta semana no YouTube, o pedetista chamou o empresário de “vagabundo” e “sonegador”.

“Esse vagabundo do Coco Bambu tem 50 restaurantes no Brasil e no mundo, cada um deles tem uma razão social diferente pra não pagar imposto, pra estar no Super Simples. Por isso que são tudo bolsonaristas, porque é tudo marginal”, afirmou o pré-candidato.

As declarações incomodaram os bolsonaristas, que se mobilizaram no Twitter e criaram a hashtag #SomosTodosCocoBambu. A médica Mayra Pinheiro, pré-candidata a deputada federal pelo Ceará, que ficou conhecida como “Capitã Cloroquina” por incentivar o uso do medicamento sem eficácia no tratamento da covid-19, saiu em defesa de Afranio.

Ao lado de um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Mayra gravou um vídeo em frente a uma unidade da rede. Na gravação, ela afirma que o “Coco Bambu é motivo de orgulho nacional e leva alimentação de qualidade para milhares de brasileiros”. Ela também disse que Ciro Gomes precisa procurar urgentemente por um psiquiatra.

Em nota ao Uol, a assessoria de imprensa do Coco Bambu criticou a fala de Ciro Gomes. “Ele [Ciro Gomes] não falou uma única verdade. Caluniou, difamou e injuriou todos os sócios do Coco Bambu, que pagaram, em 2021, mais de R$ 100 milhões em impostos. Ele atacou não só o Coco Bambu, mas a todos os empreendedores do Ceará e do Brasil”, diz o comunicado.

Em entrevista à rádio O Povo CBN, Afranio Barreira afirmou que está dialogando com seus advogados para responder às acusações proferidas pelo pré-candidato pedetista. O empresário também negou que as empresas da rede sejam tributadas pelo regime do Simples Nacional.