Cine Copan ressurge após quase 40 anos e ganha novo projeto cultural em SP

"Queremos que esse espaço volte a pulsar como ponto de encontro, arte e pertencimento", diz José Aragão, CEO da Viva do Brasil

Divulgação
Cine Copan vai reabrir as portas em São Paulo após quase 40 anos fechado Foto: Divulgação

O histórico Cine Copan vai reabrir as portas em São Paulo após quase 40 anos fechado. Localizado no térreo do edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, o espaço retorna com um novo nome: Nu Cine Copan, resultado do patrocínio do Nubank em parceria com a Viva do Brasil.

Segundo informações enviadas à IstoÉ Gente, a iniciativa busca devolver à cidade um de seus principais marcos culturais e reforçar a revitalização do centro da capital paulista.

“São Paulo é a cidade onde o Nubank nasceu, 12 anos atrás. Apoiar a reabertura do agora Nu Cine Copan é um movimento que une o reconhecimento dos nossos clientes ao desejo de ampliar nosso impacto positivo, devolvendo aos paulistanos um espaço de encontro, arte e cultura. Queremos que o cliente Nu se sinta parte dessa história”, afirma Juliana Roschel, CMO do Nubank.

Para José Aragão, CEO da Viva do Brasil, o projeto tem um significado que vai além da recuperação do espaço físico.

“Reabrir o Cine Copan é mais do que restaurar um cinema. É devolver à cidade uma parte de si mesma. Cada camada deste edifício carrega histórias de quem o viveu e de quem sonhou com ele. Agora, queremos que esse espaço volte a pulsar como ponto de encontro, arte e pertencimento para todos”, destaca.

A reabertura acontecerá em fases. Entre fevereiro e abril de 2026, o público poderá ocupar o espaço ainda em estado de transição. Nesse período, o local recebe o espetáculo “Hamlet, sonhos que virão”, estrelado por Gabriel Leone, com direção de Rafael Gomes, em uma temporada de 69 apresentações, de quarta a domingo. O projeto conta com figurino assinado por Alexandre Herchcovitch, direção musical de Antônio Pinto e fotos de divulgação de Bob Wolfenson.

Novo cinema terá cerca de 440 assentos, tela LED de 17 metros de largura

A partir de maio de 2026, têm início as obras civis e instalações, com conclusão prevista para junho de 2027. O projeto inclui a requalificação de acessos, foyer, sala de projeção, áreas de convivência e acessibilidade. Após essa etapa, o Nu Cine Copan será reinaugurado como um cinema multiuso, preparado para receber festivais, lançamentos, sessões especiais, encontros com artistas e eventos ligados ao audiovisual brasileiro.

O novo cinema terá cerca de 440 assentos, tela LED de 17 metros de largura e sistema de som Dolby Atmos. O espaço fará parte de um complexo com boulevard, gastronomia, bar, loja e áreas para eventos. Clientes do Nubank terão benefícios exclusivos, como meia-entrada em todas as sessões. Imagens do projeto já foram divulgadas e revelam a proposta de preservar elementos históricos do cinema, aliando tecnologia e novos usos ao espaço.

Inaugurado em 1970, o Cine Copan foi um dos grandes símbolos dos cinemas de rua em São Paulo. Agora, sua reabertura se integra a um eixo cultural já existente no edifício, que abriga há mais de 15 anos o Pivô, instituição dedicada à arte contemporânea, reforçando o Copan como ponto de encontro cultural no centro da cidade.

Gabriel Leone e o sucesso da série “Senna”

Destaque do filme “O Agente Secreto”, longa indicado em quatro categorias no Oscar 2026, Gabriel Leone ficou amplamente conhecido por seu papel como o astro de F1 Ayrton Senna (1960-1995), em “Senna”, minissérie da Netflix sobre a vida do piloto brasileiro.

À época, com 31 anos, o ator precisou utilizar algodão no nariz e na orelha, além de outros truques práticos, para conseguir ficar parecido com o ídolo do esporte. Para não escorregar no sotaque paulista do corredor, passou cerca de um ano imitando seu modo de falar dentro e fora dos sets de gravação.

Internacionalmente, a minissérie de seis episódios conquistou o prêmio Melhor Criador de Série no Prêmios Platino e impulsionou o reconhecimento de Ayrton Senna em outros países. A plataforma Opinion Box, por exemplo, apontou que “Senna” fez com que o público norte-americano “conhecesse” o piloto.

Gabriel Leone. Reprodução/Netflix.