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Cinco irmãos dividem único celular da família para assistir aulas virtuais

Crédito: Reprodução/TV Anhanguera

Helena Rodrigues, que tem cinco filhos, têm visto os filhos se revezando para assistir as aulas virtuais em um único celular e nem sempre a mãe tem dinheiro para contratar um pacote de internet.

“Tem que se virar de qualquer jeito. Eu ensino eles, os mais pequenos, as vezes as meninas ensina também. Esses dias elas estão sem receber as tarefas delas, mas vão começar a entrega, para as duas maiores. Aí vai precisar de internet, telefone para poder estudar”, comentou Helena.

A mãe dos jovens está desempregada há três meses e a família tem sobrevivido com R$ 247 do Bolsa Família, além de algumas cestas básicas que recebe.

Helena vem enfrentando dificuldades para ensinar os filhos, pois só cursou até o quinto ano do ensino fundamental, a mesma série que a filha Emilly, de 11 anos, está cursando. Em algumas ocasiões, é a menina que ensina os irmãos menores. “Até que ensino um pouco, mas eles querem brincar, correr na rua. Aí eu não deixo não eles têm que estudar”, contou.

De acordo com o G1, a rede municipal de Palmas têm 43 mil alunos, sendo 32 mil no ensino fundamental. Segundo a Secretaria de Educação, 60% desses alunos não têm acesso às aulas remotas.

“Sabemos que nesse momento é um desafio imenso para as famílias porque estão assumindo uma parte do trabalho de um professor em tempos normais de aula, mas nós fazemos esse apelo às famílias que é extremamente importante esse acompanhamento, fazer a retirada do bloco [de atividades], a devolução conforme o cronograma da unidade educacional e também buscarem o acompanhamento dos professores nos canais de comunicação entre a escola e a família”, explicou a superintendente de avaliação de desempenho educacional Anice Moura.

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Damião Rocha, doutor em educação, acredita que a pandemia da Covid-19 vai deixar impactos na aprendizagem. “Analistas dizem que nós poderemos levar até duas décadas para corrigir essa exclusão. Antes da pandemia nós já tínhamos diversas desigualdades regionais, inclusive na distorção idade série, que a pandemia acirrou mais ainda. É necessário que o poder público, que tem a incumbência no regime de colaboração, coordenar uma política nacional de educação”, afirmou.

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