Brasil

Cientistas encontram possível nova variante da Covid em BH


SÃO PAULO, 8 ABR (ANSA) – Cientistas do Laboratório de Biologia Integrativa do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) anunciou nesta quarta-feira (7) a possível descoberta de uma nova variante do coronavírus Sars-CoV-2.

Dos 85 genomas de amostras clínicas estudados, dois deles mostraram um conjunto de 18 mutações ainda não identificados.

“Os resultados demonstram um aumento progressivo das variantes de preocupação de Sars-CoV-2 (P.1, P.2 e B.1.1.7) na região metropolitana de Belo Horizonte. Dos 85 genomas sequenciados, as seguintes linhagens foram encontradas: P.1 (30 amostras; 35,29%), P.2 (41 amostras; 48,23%), B.1.1.28 (8 amostras; 9,41%), B.1.1.7 (3 amostras; 3,53%), B.1.1.143 (1 amostra; 1,17%), B.1.235 (1 amostra; 1.17%) e B.1.1.94 (1 amostra; 1.17%).

As mutações P.1 e P.2 são brasileiras, sendo a primeira detectada em Manaus e a segunda no Rio de Janeiro, bem como as B.1.1.143, de Caratinga, e a B.1.194. A B.1.1.7 é a mais conhecida variante britânica, mas a B.1.235 também tem origem no Reino Unido.

Segundo os pesquisadores, “estudos genéticos demonstram que esses dois novos genomas, provavelmente oriundos da antiga linhagem B.1.1.28 circulante na primeira fase da pandemia na cidade, apresentam mutações em diversas regiões do genoma, incluindo novas mutações nas posições E484 e N501 compartilhadas pelas variantes de preocupação P.1, P.2, B.1.1.7 e B.1.1.351”.


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A citação às duas áreas específicas preocupa bastante, já que é ali que há alteração a proteína spike da coroa do vírus, que “acessa” as células humanas para atacar. Pesquisas recentes mostram que as mutações que têm alterações nesse ponto têm maior probabilidade de escape das vacinas e provocam uma transmissão mais acelerada do coronavírus Sars-CoV-2.

As coletas ocorreram entre 28 de outubro de 2020 e 15 de março deste ano, sendo que as duas amostras que apresentam novas cepas foram coletadas nos dias 27 e 28 de fevereiro. “Não existem evidências de ligação epidemiológica entre ambas, como parentesco ou região residencial, o que reforça a plausibilidade de circulação desta nova possível variante”, destacam ainda os especialistas.

Por característica própria, mutações são extremamente comuns e esperadas. Isso porque o vírus sempre busca uma forma de “melhorar” sua forma de ataque.

No entanto, em locais onde a transmissão não é controlada – caso do Brasil – há um risco cada vez maior de que a evolução do coronavírus comece a causar grandes problemas na imunização, já que as novas cepas podem ter a capacidade de “escapar” da proteção oferecida pelas vacinas. (ANSA).

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