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CIDH condena uso excessivo da força em protestos no Chile

CIDH condena uso excessivo da força em protestos no Chile

Manifestantes entram em confronto com a tropa de choque da Polícia em Santiago, 12 de novembro de 2019 - AFP

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), entidade da OEA, condenou nesta sexta-feira (6) o “uso excessivo da força” no contexto dos protestos no Chile, que deixou 26 mortos, mais de 12.600 feridos e 20.600 detidos desde meados de outubro.

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“A CIDH expressa sua condenação ao uso excessivo da força no contexto dos protestos sociais no Chile, aos graves excessos no decorrer de algumas manifestações e manifesta sua grave preocupação com o alto número de denúncias de violações de direitos humanos recebidas por órgãos do Estado desde o início das manifestações”, afirmou em comunicado.

Das 26 mortes ocorridas durante os protestos, pelo menos cinco teriam sido por ação direta de agentes do Estado e dois sob custódia em delegacias de polícia, indicou a organização, acrescentando sua “extrema preocupação” com o alto número de pessoas com problemas nos olhos devido aos métodos usados pela polícia na dispersão dos manifestantes.

Segundo os relatórios, 283 pessoas apresentam problemas na vista como consequência de estilhaços de balas não letais ou bombas lacrimogêneas usadas pela polícia, “em alguns casos com a perda total da visão nos dos olhos”, destacou a comissão.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos divulgou também que a Procuradoria Nacional investiga 2.670 casos de supostas violações aos direitos humanos, dos quais 422 estão relacionados a menores de idade, 44 por torturas e 26 por estupro ou abuso sexual por agentes do Estado.

“A CIDH pede às autoridades chilenas a investigar com a devida diligência os atos de violência mencionados, identificar e punir os responsáveis e informar devidamente os cidadãos sobre os resultados”, afirmou.

A Comissão também rejeitou os “excessos” causados por grupos de manifestantes que “jogaram objetos contundentes contra as forças policiais, destruindo equipamentos públicos, como escolas, ônibus, trens e estações de metrô, realizando saques e outros tipos de ataques, incluindo contra os bombeiros”, e lembrou que todo “protesto social é legítimo quando ocorre de forma pacífica”.

Em seu relatório, a entidade pediu aos chilenos “para estabelecer um diálogo eficaz e inclusivo para atender às demandas legítimas da população” e celebrou a convocação para a elaboração de uma nova Constituição.

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