A cidade de São Paulo não tem estoque de vacina bivalente contra a Covid para adultos nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) do município nesta nova fase do PNI (Programa Nacional de Imunizações), voltado para a atualização da vacinação. Há doses apenas para uso pediátrico.

A Prefeitura de São Paulo disponibilizou em seu site a aba “De Olho na Fila”, que mostra todas as regiões e unidades de saúde. Porém, ao clicar em “disponibilidade de imunizante”, aparece a mensagem de que não há vacina Pfizer bivalente para uso adulto aparece. Além disso, o portal mostra que apenas a Pfizer Baby está disponível para ser aplicada.

Questionada pela ISTOÉ, a SMS (Secretaria Municipal da Saúde) informou que a vacinação segue normalmente para crianças maiores de seis meses e abaixo de cinco anos, porém, a pasta aguarda receber novas remessas de doses do imunizante para prosseguir com o reforço do público adulto elegível.

A SES (Secretaria de Estado da Saúde), por sua vez, comunicou que a aquisição e distribuição dos imunizantes é de responsabilidade do Ministério da Saúde. Também destacou que nos meses de fevereiro, março e abril o repasse feito pelo órgão federal foi abaixo do solicitado pelos GVEs (Grupos de Vigilância Epidemiológica) do estado paulista.

“No último mês, foram solicitadas 200 mil doses do imunizante Pfizer Pediátrica contra Covid-19 e recebidas 121,5 mil. Em relação à Pfizer Bivalente, a pasta solicitou 400 mil doses e não recebeu nenhuma. Já a Pfizer Baby, o órgão federal repassou todos os quantitativos solicitados. O CVE reforça que o estado de São Paulo não possui estoque da vacina bivalente e que, assim que receber as vacinas do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a SES fará o envio para as regiões do estado”, completou.

Por meio das redes sociais, o Ministério da Saúde informou sobre a importância de reforçar a vacinação pois, com o passar do tempo, a imunidade ao vírus tende a cair. Também acrescentou que a pasta adquiriu um novo lote do imunizante, mas não informou a quantidade de vacinas.

Procurado pela ISTOÉ, o ministério afirmou que as doses foram entregues ao governo de São Paulo no dia 14 de maio, para a realização de vacinação dos grupos prioritários, que são crianças, idosos com 60 anos ou mais, pessoas que vivem em instituições de longa permanência (ILPI e RI), imunocomprometidas, indígenas, ribeirinhos e aquelas que nunca se vacinaram contra a Covid.

“Os pedidos de envio de doses das vacinas contra a Covid-19 são realizados pelos gestores locais, de acordo com a demanda de cada estado. Após a solicitação, o Ministério da Saúde avalia criteriosamente as doses a serem distribuídas, levando em conta a demanda específica de cada solicitante, os grupos prioritários estabelecidos e o estoque disponível no momento da autorização”, finalizou.