Saúde da mulher

Cicatrização lenta e queda de cabelo são sinais de baixa imunidade da pele

Crédito: Freepik

A pele é o maior órgão do corpo humano e, além de ser a mais exposta ao ambiente externo, é responsável pela proteção contra poluentes, microrganismos causadores de doenças e substâncias alergênicas. Para manter suas funções, é preciso o equilíbrio de quatro barreiras que formam a derme — física, imunológica, bioquímica e microbiológica — e quando isso não acontece, as consequências são visíveis.

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Para mais informações sobre a importância da imunidade da pele e as consequências do desequilíbrio, conversamos com Claudia Coral, farmacêutica especialista em ativos e vice-presidente da Galena, e Joyce Rodrigues, farmacêutica bioquímica especialista em cosmetologia e presidente da Mezzo Dermocosméticos.

O que é e quais são as consequências

A pele está diretamente relacionada ao sistema imunológico, porque atua na defesa impedindo a entrada de microrganismos causadores de doenças (fungos, bactérias e vírus), além de combater invasores, como compostos alergênicos, poluentes ou microrganismos, e acelerar a recuperação após algum problema de saúde. “Estes processos são bastante complexos e ocorrem em todo o organismo, em especial nos dois principais órgãos protetores: a pele e o intestino. Portanto, para estar saudável é preciso cuidar de ambos”, diz Claudia Coral.

A microbiota — microrganismos, em especial as bactérias, que vivem em determinado órgão — garante a qualidade da saúde da pele e é fundamental para a imunidade cutânea. Segundo Joyce Rodrigues, esse mecanismo contribui para a manutenção da defesa, reduz a contaminação por bactérias ruins, evita a inflamação e melhora a hidratação e a função de barreira contra agressores do meio ambiente.

A baixa imunidade da pele pode ser visível e desencadear em queda excessiva de cabelo, demora no processo de cicatrização de feridas, erupções cutâneas, aparência opaca e ressecamento. Além disso, o desequilíbrio da microbiota também traz consequências e pode acelerar o envelhecimento e aumentar o risco de doenças crônicas inflamatórias, como a acne, dermatite atópica, psoríase e rosácea.

Como tratar

“Quando isso acontece, é importante praticar atividade física, dormir e se alimentar bem, com alimentos e suplementos ricos em vitaminas e minerais, os melhores combustíveis do sistema imunológico”, esclarece a farmacêutica bioquímica Joyce Rodrigues.

Como explicado pela especialista, o intestino pode interferir na qualidade da pele, portanto, é preciso manter a barreira microbiológica em equilíbrio. Claudia Coral indica consumir ativos de uso oral que auxiliam na melhora e manutenção da saúde intestinal, como prebiótico, probiótico, paraprobiótico e posbiótico.

“Cerca de 70% a 85% das nossas defesas estão no intestino. Assim como a pele, ele também está em contato com o ambiente externo, sendo responsável por barrar a entrada de alimentos mal digeridos e toxinas, função importante para o cuidado da derme e de outros órgãos”, explica

Os cuidados e prevenção incluem uma rotina dedicada exclusivamente à pele, com proteção solar, hidratação, dermocosméticos com antioxidantes e fórmulas com zinco para auxiliar na melhora da ação antiviral.

“Indico um filtro solar físico Pro-D, que restaura as funções dos receptores e permite a síntese máxima de Vitamina D. Além disso, aconselho buscar formulações com o ativo V-4s, que combate às quatro principais espécies de radicais livres, que podem desencadear em uma pele mais sensível e reativa, normalmente como consequências dos altos níveis de estresse ou processo inflamatório, como a Covid-19”, esclarece a farmacêutica bioquímica.

Devido às necessidades que demandam a pele pós-Covid, a Mezzo Dermocosméticos lançou um filtro solar específico para pessoas nessa condição. Com fórmula mineral, a base de ácido hialurônico e 100% óxido de zinco, o Pure Zinc oferece proteção diária de amplo espectro para prevenir o fotoenvelhecimento e a hiperpigmentação induzidos pelos raios UV e luz azul. O produto pode auxiliar na melhoria da imunidade da pele e também é indicado para casos de fotossensibilidade, melasma crônico, pós-procedimentos dermatológicos e condições de maior incidência de acne, rosácea, dermatite, envelhecimento acelerado e ressecamento da pele.

Manter os cuidados é essencial, mas nenhuma dica substitui a consulta com um profissional da área, que poderá avaliar individualmente sua pele e indicar o melhor tratamento com base em suas necessidades.


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