

A chuva fina e persistente, o vento forte e o frio espantaram o público das ruas do Rio de Janeiro na noite de hoje (21), durante a cerimônia de encerramento da Rio 2016. O boulevard olímpico, palco de festas com grande público durante os Jogos, ficou bastante esvaziado durante a solenidade.
Por volta das 20h30, um grande número de pessoas deixou o local, na zona portuária da cidade. Um grupo persistente decidiu assistir a cerimônia pelo telão montado ao lado do Museu do Amanhã. Firme, o público aplaude momentos da cerimônia, principalmente os números musicais.
Na Candelaria, o público também é pequeno. Mas muitas pessoas se arriscaram no frio para fazer vídeos e tirar fotos perto da pira olimpica.
Sede da Olimpíada de 2020, Tóquio recebe bandeira olímpica
Próxima cidade a sediar os Jogos Olimpícos, em 2020, a governadora de Tóquio recebeu a bandeira olímpica das mãos do prefeito Eduardo Paes.
Haverá uma apresentação de oito minutos, em uma prévia do que a cidade promete mostrar daqui a quatro anos.
Depois, a chama olímpica será apagada em um ato cheio de simbolismo: enquanto a cantora Mariene de Castro interpreta a música “Pelo tempo que durar”, de Marisa Monte e Adriana Calcanhoto, uma chuva, que representa a abundância das águas tropicais, cairá sobre a pira, extinguindo o fogo. A mensagem, no entanto, não será de finitude: uma grande árvore surgirá no centro da cena, ressaltando o novo começo.
Por fim, a maior festa brasileira ganha o gramado do Maracanã, evocando a tradição dos blocos de rua de carnaval e o esplendor dos carros alegóricos que passam todos os anos pela Marquês de Sapucaí. Rainhas das escolas de samba, passistas, percussionistas e baianas juntam-se ao Cordão do Bola Preta para o último elemento da cerimônia, em um cortejo liderado pelo gari Renato Sorriso e a modelo brasileira Izabel Goulart.
“Todos os brasileiros são heróis olímpicos”, diz Nuzman
Ao discursar na cerimônia de encerramento da Rio 2016, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Arthur Nuzman, disse que é o “homem mais feliz do mundo”.
“O melhor lugar do mundo é aqui, no Rio”, disse para o público, que acompanha a cerimônia no Maracanã.
Para Nuzman, a realização dos jogos é a prova da capacidade de organização dos brasileiros.
Carlos Arthur Nuzman disse que fazer os jogos no Rio foi um grande desafio, e destacou os sete anos de luta e trabalho na organização da competição. “Mas valeu a pena cada segundo, cada minuto, cada dia, cada ano, graças a vocês”. Ele também agradeceu o apoio da torcida e de todos os brasileiros, especialmente dos voluntários que trabalharam durante os jogos. “Todos os brasileiros são heróis olímpicos. A torcida do Brasil tem a medalha de ouro”, disse Nuzman.