O perfil da “Choquei” nas redes socias fez publicações exaltando o MC Ryan SP dias antes de o dona da página ser preso durante uma operação da Polícia Federal, em Goiânia (GO). Raphael Sousa Oliveira é suspeito de atuar na produção e divulgação de conteúdos favoráveis ao artista e mais dois investigados por lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.
Em um dos posts, a página, que é voltada ao segmento de fofocas de famosos e notícias, publicou um vídeo do cantor comemorando o seu retorno ao Top 1 como artista mais escutado do Brasil. “O maior!”, escreveu o perfil da “Choquei” no Instagram.
Já em outra publicação, a página exaltou uma apresentação do artista: “MC Ryan SP se apresenta para mais de 18 mil pessoas, durante turnê em Portugal com sua música no Top 1 das paradas no país”.
Relembre o caso
O influenciador Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, está entre os presos na Operação NarcoFluxo, da Polícia Federal, deflagrada nesta quarta-feira, 15. Além dele, os cantores MC Poze do Rodo e MC Ryan também são alvos da operação, que visa desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e movimentação ilícita de valores. A investigação aponta que o grupo utilizava empresas de fachada para ocultar a origem de recursos provenientes de atividades criminosas.
No total, os agentes cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP), em endereços localizados nos seguintes estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás; e no Distrito Federal. Além da prisão de MC Poze do Rodo no Rio, em Bertioga, no litoral paulista, policiais federais também detiveram o funkeiro MC Ryan SP.
De acordo com a PF, a ação desta quarta-feira é um desdobramento de e apurações anteriores que identificaram a atuação do grupo em esquemas de lavagem de capitais. “As investigações apontam que os envolvidos utilizavam um sistema para ocultação e para dissimulação de valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de numerário em espécie e transações com criptoativos. O volume financeiro movimentado pelo grupo ultrapassa R$ 1,6 bilhão”, informou a PF em nota.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas. A IstoÉ procurou a defesa do dono da Choquei, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.