A China propôs nesta sexta-feira (16) ser a sede da secretaria do novo tratado para a proteção do alto-mar, uma iniciativa surpreendente, que ressalta o interesse de Pequim em aumentar sua influência na governança ambiental global.
O gigante asiático “decidiu apresentar a candidatura da cidade de Xiamen para sediar a secretaria” do tratado, escreveu a missão chinesa na ONU, em carta ao secretário-geral da organização, António Guterres, segundo uma cópia à qual a AFP teve acesso.
O acordo foi ratificado por 60 países em setembro, e entrará em vigor neste sábado. Ele busca proteger as áreas de biodiversidade em águas de todo o mundo, para além das zonas econômicas exclusivas dos países.
Até agora, Bélgica e Chile disputavam a sede da futura organização. O país anfitrião será decidido neste ano.
A proposta de Xiamen mostra “a intenção da China de ajudar a moldar as regras globais”, disse Li Shuo, diretor do Centro Climático do Instituto de Políticas da Asia Society em Washington.
Dias atrás, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão se retirar de 66 organizações e tratados globais.
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