China pede libertação de Maduro; Coreia do Norte condena EUA

PEQUIM, 4 JAN (ANSA) – A China e a Coreia do Norte condenaram duramente os Estados Unidos, neste domingo (4), após sua operação militar contra a Venezuela culminar na captura do presidente Nicolás Maduro.   

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da China pediu que os EUA “garantam a segurança pessoal” do líder venezuelano e de sua esposa” e exigiu que ambos sejam libertados imediatamente.   

Pequim apelou para a administração de Donald Trump impedir a derrubada do governo na Venezuela e classificou a ação como uma “clara violação do direito internacional”.   

Logo após a operação em território venezuelano, o governo chinês já havia condenado a ação militar dos Estados Unidos, afirmando estar “profundamente chocado” com o uso da força por Washington contra um país soberano.   

Para Pequim, a operação constitui uma afronta direta à soberania da Venezuela e ao princípio da não intervenção.   

Além disso, a China, um dos principais parceiros políticos e econômicos da Venezuela, ainda destacou que o episódio evidencia um comportamento “hegemônico” que ameaça a paz e a segurança na região.   

Paralelamente, a Coreia do Norte também condenou a captura de Maduro e a classificou como “grave violação de soberania”.   

O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano afirmou que “condena veementemente a ação dos Estados Unidos em busca de hegemonia na Venezuela” e acrescentou que o incidente “confirma claramente a natureza desonesta e brutal” do governo Trump.   

(ANSA).