China nega “mísseis ao Irã” e desmente rumores de envio

Pequim rebate acusações de que estaria negociando com Teerã o envio de 400 lançadores de mísseis; Trump se diz surpreso e decepcionado

China nega "mísseis ao Irã" e desmente rumores de envio

A China negou, nesta quinta-feira (30), em Pequim, que pretende fornecer 400 lançadores de mísseis ao Irã, classificando os relatos de “falsos e infundados”. A declaração foi feita pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, em um contexto de crescentes tensões e debates sobre o papel de potências globais na região.

O que aconteceu

  • A China nega veementemente o fornecimento de 400 lançadores de mísseis ao Irã, chamando os relatórios de “falsos”.
  • Segundo uma reportagem da Reuters, Teerã estaria próximo de receber sistemas de defesa aérea portáteis de Pequim.
  • O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou ceticismo em relação aos boatos, mencionando uma promessa do líder chinês, Xi Jinping.

A porta-voz Mao Ning enfatizou que “a China sempre desempenhou um papel construtivo na promoção da paz e na redução de tensões em conflitos”, rechaçando as informações divulgadas. A matéria original da agência Reuters sugeria que o Irã estaria em vias de adquirir até 400 sistemas de defesa aérea portáteis da China, visando aprimorar suas capacidades de defesa de curto alcance.

Fontes citadas pela agência indicaram que o valor do suposto acordo estaria estimado entre 60 e 70 milhões de dólares. A negociação, se confirmada, representaria uma significativa adição ao poderio bélico iraniano.

Reação internacional e ceticismo

O cenário das relações internacionais é complexo, com China e Teerã mantendo uma parceria comercial robusta. Ontem, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia comentado publicamente sobre os rumores. Ele afirmou não acreditar nos boatos, citando uma garantia de seu homólogo chinês, Xi Jinping, de que a China não se envolveria na guerra em curso no Oriente Médio.

“Ficaria surpreso e decepcionado”, respondeu o americano a jornalistas, sinalizando a importância do compromisso previamente estabelecido entre as duas nações.