Pequim, 27 de agosto – As autoridades chinesas China monitora lago represado por uma barreira natural no Tibete, próximo à fronteira com o Nepal, após um deslizamento de terra. O Ministério de Recursos Hídricos da China reforçou a vigilância, alertando para o risco iminente de a barragem natural se romper ou transbordar, o que poderia provocar novas inundações em áreas a jusante.
- A China monitora lago represado por uma barreira natural no Tibete, próximo à fronteira com o Nepal, após um deslizamento de terra.
- Existe um risco elevado de rompimento ou transbordamento da barragem natural, o que poderia causar inundações catastróficas em regiões vizinhas.
- Equipes de emergência chinesas, com o apoio da empresa estatal China Aneng, mobilizaram centenas de socorristas e equipamentos avançados para avaliar e mitigar o perigo.
A área sob monitoramento intensificado está localizada a montante da passagem de fronteira de Gyirong, no condado homônimo. O lago represado formou-se na região de confluência dos rios Purepu Tsangpo e Chhochen, e a preocupação é com a segurança das comunidades.
Quais os riscos da barragem natural?
Segundo a emissora estatal CCTV, as autoridades estão avaliando a possível evolução da barreira e o comportamento do fluxo de água em caso de colapso. O objetivo é evitar “desastres secundários” que poderiam ser ainda mais devastadores se a barragem cedesse. A previsão hidrológica na região está sendo constantemente atualizada para fornecer dados cruciais.
As condições meteorológicas atuais complicam ainda mais a situação. De acordo com a agência Xinhua, estão previstas chuvas moderadas a fortes em algumas áreas do condado de Gyirong até 29 de agosto. Há também a possibilidade de tempestades, rajadas intensas de vento e períodos de chuva torrencial, o que aumenta a pressão sobre a barreira natural e a ameaça de inundações. Por isso, as autoridades também reforçaram o acompanhamento dos níveis de precipitação e dos cursos d”água.
A borda do fluxo de lama está a cerca de 2,5 quilômetros do posto de fronteira de Gyirong. Os depósitos de material atingem quase 1,5 metro de espessura, dificultando as operações de resgate e acesso à área afetada.
Mobilização e tecnologia para contenção
A estabilização da barreira natural foi definida como “prioridade máxima” pelas equipes de emergência, conforme reportado pela Xinhua. A China Aneng, uma empresa estatal especializada em operações de resposta a emergências, mobilizou 310 socorristas e técnicos, além de 120 veículos e equipamentos, para atuar na região. Esta força-tarefa visa conter a ameaça e proteger a população.
Uma equipe avançada utilizará drones e scanners a laser 3D para analisar a composição das rochas, dimensionar a barreira e medir a velocidade do fluxo de água. As informações coletadas serão cruciais para definir uma eventual intervenção e avaliar o risco real para as áreas rio abaixo, garantindo uma resposta eficaz.
A situação é delicada, especialmente considerando o recente histórico de desastres naturais na região. As inundações repentinas no Nepal, um país vizinho, provocaram a morte de ao menos 332 cidadãos, enquanto mais de 900 pessoas seguem desaparecidas. Este contexto eleva o senso de urgência e a cautela das autoridades chinesas.
Da IstoÉ com ANSA e Xinhua.