PEQUIM, 9 NOV (ANSA) – O Ministério da Defesa da China divulgou uma nota nesta terça-feira (9) em que acusa congressistas norte-americanos de fazerem uma visita a Taiwan em um avião militar do país.
“Os membros do Congresso visitaram hoje Taiwan com um avião militar, algo que nós nos opomos e condenamos com força. Taiwan é uma parte sagrada e indivisível do território chinês.
Exortamos os EUA a pararem com as ações provocatórias que agravam a tensão no Estreito de Taiwan”, publicou a pasta em nota oficial.
O porta-voz do Ministério, Tan Kefei, afirmou que Washington “está interferindo nos assuntos internos da China, minando gravemente a soberania territorial e ameaçando a paz e a estabilidade” em toda a região.
“Estamos dizendo aos EUA para pararem imediatamente com as suas ações provocatórias, bloquear imediatamente todas as ações destrutivas que levam à escalada da tensão e de abster-se de enviar falsos sinais para as forças separatistas que querem a independência de Taiwan”, disse ainda.
Após a divulgação do comunicado, o comando do Exército Popular de Libertação da China anunciou que está fazendo um patrulhamento especial próximo ao território como uma “resposta às atividades secessionistas”.
O porta-voz do Exército, Shi Yi, afirmou que a decisão ocorre “após as graves palavras e ações erradas dos países interessados na questão de Taiwan e apoiam as forças separatistas”.
A tensão entre China e EUA se agrava dia após dia e há temores de que um conflito bélico atinja a área. Para os chineses, essa aproximação dos norte-americanos é uma violação dos acordos firmados na década de 1970, quando houve uma pacificação sobre o tema em nível mundial.
Para Pequim, Taiwan é apenas uma área “rebelde”, mas ainda parte da “China Única”. Porém, desde 2016, os movimentos dos norte-americanos sobre o governo local se intensificaram e, desde o último ano, os discursos sobre a “soberania” do território se repetem com maior frequência.
Na última semana, a China anunciou uma série de sanções contra políticos do alto escalão de Taiwan, incluindo o premiê Su Tseng-chang, por conta dos discursos de independência. (ANSA).