China denuncia ‘calúnias’ do Canadá após convocação de seu embaixador

A China denunciou nesta sexta-feira (5) as “calúnias e difamações” do Canadá, que convocou seu embaixador em Ottawa e cogita expulsar diplomatas chineses acusados de intimidar um deputado canadense que criticou Pequim.

“O Canadá está caluniando e difamando, sem fundamento, o funcionamento normal das embaixadas e consulados chineses no Canadá. A China está muito descontente e se opõe com veemência”, disse Mao Ning, porta-voz do ministério das Relações Exteriores.

O Canadá convocou o embaixador chinês na quinta-feira para discutir as acusações de intimidação de Pequim a um deputado canadense que criticou o regime chinês.

“Minha vice-ministra se reuniu com o embaixador chinês, nós o convocamos”, declarou a ministra das Relações Exteriores do Canadá, Melanie Joly, e uma comissão parlamentar.

“Estamos avaliando diferentes opções, inclusive a expulsão de diplomatas”, acrescentou a chanceler.

O deputado conservador Michael Chong e sua família, que vivem em Hong Kong, estão sob pressão por suas críticas a Pequim.

Citando documentos confidenciais e uma fonte das forças de segurança que pediu anonimato, o jornal The Globe and Mail informou que a agência de inteligência da China planejava sancionar Chong e seus parentes em Hong Kong por votarem em fevereiro de 2021 a favor de uma moção que condenava o comportamento de Pequim na região de Xinjiang como genocídio contra a minoria uigur.

O objetivo era “certamente dar uma lição no parlamentar e desencorajar outros deputados de adotarem posturas antichinesas”, de acordo com um documento do Serviço de Inteligência de Segurança Canadense (CSIS, sigla em inglês).

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