China critica alerta dos EUA sobre riscos da inteligência artificial

Pequim defende avanço acelerado da IA e rechaça "alarmismo" de líderes americanos como Elon Musk e Sam Altman

O governo chinês criticou nesta segunda-feira (14) os apelos de alguns líderes americanos do setor de inteligência artificial para reduzir o ritmo de desenvolvimento da tecnologia diante dos riscos associados ao avanço acelerado. O posicionamento de Pequim contraria declarações recentes de figuras como Dario Amodei, da Anthropic, Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da SpaceX, que expressaram preocupações sobre a velocidade da evolução da IA.

  • O governo chinês, por meio de seu porta-voz Guo Jiakun, rechaçou as preocupações de líderes americanos sobre o rápido avanço da inteligência artificial.
  • Pequim defendeu esforços acelerados no setor, alertando que “alarmismo, confronto e competição só irão prejudicar a governança global da IA”.
  • Ao mesmo tempo, líderes como Donald Trump e o premiê canadense Mark Carney apresentaram visões distintas sobre a regulação e o futuro da tecnologia.

O posicionamento de Pequim, comunicado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, contraria declarações recentes de Dario Amodei, da Anthropic; Sam Altman, da OpenAI; e Elon Musk, da SpaceX. “Alarmismo, confronto e competição só irão prejudicar o processo de governança global da IA”, destacou o representante do governo chinês.

Qual a visão da China sobre a ameaça da IA?

O ministro da Segurança do país, Chen Yixin, publicou um artigo defendendo esforços acelerados para prevenir e controlar os riscos de segurança relacionados à inteligência artificial. O político avaliou que o setor se tornou “o principal campo de batalha da competição tecnológica global e uma nova arena de rivalidade estratégica entre as grandes potências”. Segundo ele, o desenvolvimento “saudável e ordenado” da tecnologia é essencial.

Yixin alertou que “forças hostis estariam fabricando rumores políticos e disseminando informações prejudiciais. Elas estão lançando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica”.

Donald Trump e a liderança americana na tecnologia

Nas redes sociais, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o “único freio ou “barreira” de que a IA precisa é um presidente forte e inteligente”. Em referência a si próprio, acrescentou que Washington “tem um”.

Trump mencionou que o “governo Trump impediu que certos “personagens” da IA se envolvessem em ações prejudiciais ou potencialmente prejudiciais, como Dario Amodei, da Anthropic, que finge ser um “anjinho perfeito”, e continuaremos a fazer isso. Existe uma conspiração doentia contra a IA e os data centers, e o único país que se alegra com isso é a China”.

O mandatário ainda afirmou que a “única razão pela qual o “boom” da IA e dos data centers está acontecendo é porque os EUA estão muito à frente de todos os outros países”, além disso, pediu para que “não matem a galinha dos ovos de ouro”.

Proposta de órgão global para a IA

Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defendeu a criação de um órgão global de “estabilidade tecnológica” para ajudar a supervisionar a inteligência artificial e garantir sua segurança.

“É necessária coordenação. Em última análise, em nossa opinião, faria sentido estabelecer um comitê de estabilidade tecnológica, nos moldes do Conselho de Estabilidade Financeira”, afirmou o chefe de governo em entrevista à Bloomberg.

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