China condena captura de Maduro e exige sua libertação imediata

Pequim manifestou "grave preocupação" com a incursão militar dos EUA e convocou Washington a garantir a segurança pessoal do líder venezuelano e de sua esposa.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reúne-se com o presidente da China, Xi Jinping, no início de sua reunião bilateral na cúpula de líderes do G20 em Osaka, Japão
O presidente dos EUA, Donald Trump, reúne-se com o presidente da China, Xi Jinping, no início de sua reunião bilateral na cúpula de líderes do G20 em Osaka, Japão Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

O governo da China condenou veementemente a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Em nota oficial, Pequim classificou a ação como uma violação direta das normas que regem as relações internacionais.

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“A China expressa grave preocupação com a tomada forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa pelos Estados Unidos e sua retirada do país”, diz o comunicado emitido pelo Ministério das Relações Exteriores chinês.

China aponta violação da Carta da ONU

Para o governo de Xi Jinping, a incursão americana em território venezuelano ignora os princípios fundamentais da soberania nacional. Segundo o comunicado, a medida representa uma “violação clara do direito internacional, das normas básicas nas relações internacionais e dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas”.

A China tem sido um dos principais aliados estratégicos e econômicos da Venezuela nas últimas décadas, mantendo acordos bilionários nos setores de energia e infraestrutura que serviram de suporte ao governo chavista sob sanções ocidentais.

“Pedimos aos Estados Unidos que resolvam as questões por meio do diálogo e da negociação”, concluiu a nota chinesa, reforçando a posição de que a crise política venezuelana deveria ser tratada sem intervenção militar externa.

A reação da China se soma à de outros aliados de Maduro, como Rússia e Irã, que também repudiaram a operação e alertaram para as consequências da desestabilização de uma das maiores potências petrolíferas do mundo.