O Ministério do Comércio da China anunciou nesta terça-feira (24) controles de exportação contra 20 entidades japonesas, incluindo a agência espacial e a empresa Mitsubishi, acusadas de ajudar a fortalecer a capacidade militar do Japão.
O ministério incluiu outras 20 entidades japonesas, como a Subaru, em uma “lista de vigilância” para controlar a exportação de “produtos de uso duplo”.
“As medidas mencionadas pretendem restringir a ‘remilitarização’ do Japão e suas ambições nucleares. As medidas são completamente legítimas, razoáveis e legais”, afirmou o ministério chinês em um comunicado.
“As ações legais da China são direcionadas contra um pequeno número de entidades japonesas, com medidas relevantes dirigidas a produtos de uso duplo, e não afetam as negociações econômicas normais e o comércio entre China e Japão”, acrescenta a nota.
“As entidades japonesas honestas e que cumprem a lei não têm com o que se preocupar”, afirma o comunicado.
As empresas poderão solicitar sua retirada da lista de vigilância caso cooperem com os termos chineses de verificação.
A China intensificou a pressão sobre o país vizinho desde que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu em novembro que Tóquio poderia reagir militarmente a um ataque contra Taiwan, a ilha de governo autônomo que Pequim considera como parte de seu território.
A China anunciou em fevereiro uma proibição à exportação de produtos de “uso duplo”, que têm potenciais aplicações militares.
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