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Cheia do Rio Arno deixa Toscana em alerta

FLORENÇA, 17 NOV (ANSA) – Enquanto Veneza enfrenta repetidas inundações desde o início da semana passada, o mau tempo que se abate sobre a Itália ligou o alerta em outra região turística do país, a Toscana.   

As chuvas iniciadas na noite do último sábado (16) provocaram a cheia do Rio Arno, o segundo maior da Itália peninsular e que atravessa cidades como Florença e Pisa. Na capital toscana, o nível do curso d’água atingiu 4,8 metros e superou o primeiro patamar de alerta.   

A cidade registrou 62,6 milímetros de chuva em 24 horas e rajadas de vento de até 76 quilômetros por hora, o que provocou o fechamento dos Jardins de Boboli, uma das principais atrações turísticas de Florença. O Rio Sieve, afluente do Arno, transbordou em Pontassieve, na região metropolitana da capital toscana.   

“Estamos acompanhando a situação com máxima atenção”, disse a vice-prefeita de Florença, Cristina Giachi. No entanto, segundo o governador da Toscana, Enrico Rossi, a cheia não comporta riscos para a capital, já que as autoridades ainda não acionaram um piscinão situado nos arredores da cidade.   

No centro histórico de Florença, turistas e moradores se aglomeraram nas pontes e nas margens do Arno para assistir à torrente do rio.   

Pisa – Já em Pisa, a 80 quilômetros de Florença, a Prefeitura ordenou o fechamento de todas as atividades comerciais entre 18h30 deste domingo e o meio-dia desta segunda-feira (18).   

“A situação está sob controle, mas, de qualquer maneira, pedimos para as pessoas não saírem de casa para não alimentar o tráfego e deixar as ruas o mais livre possível”, disse o prefeito Michele Conti.   

O pico da cheia do Arno na cidade está previsto para esta noite.   

Mau tempo – Além de Veneza e da Toscana, o mau tempo na Itália também provoca transtornos na Província de Bolzano, no extremo-norte do país, onde comunidades inteiras foram isoladas por nevascas.   

Já a Emilia-Romagna, no norte, registrou inundações e deslizamentos de terra. Tempestades também atingiram a região da Campânia, no sul do país, e causaram danos em plantações. (ANSA)