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Chefes militares e da polícia pedem o fim do bloqueio de estradas na Bolívia

Chefes militares e da polícia pedem o fim do bloqueio de estradas na Bolívia

(Arquivo) Agentes de saúde buscam cadáver de vítima da Covid-19 em uma rua de Cochabamba, Bolívia, 25 de julho de 2020.

Os chefes militares e policiais da Bolívia pediram nesta segunda-feira (10) um diálogo em meio ao clima de confrontos no país, após uma semana de bloqueios de estradas contra o adiamento das eleições.

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O chefe máximo das Forças Armadas, general Sergio Orellana, afirmou que “nas redes sociais há filmagens de pessoas e grupos de pessoas com armamentos”. “Isso é terrorismo e o terrorismo afeta diretamente a segurança do Estado”, acrescentou.

Orellana falou ao lado do sub-comandante da Polícia, general Ronald Suárez, em uma inusitada aparição conjunta para à imprensa, após se reunirem e avaliarem a situação do país.

Suárez disse que militares e policiais pedem a “solução imediata do conflito por via dissuasiva e do diálogo, evitando uma ação de confrontos que possam impulsionar os níveis de conflito”.

“Não temos aprendido na história? Não vimos como o país vizinho Peru sofreu(durante o conflito interno 1980-2000)? Não vimos quantos anos e mortes tiveram um país como a Colômbia? É isso que estamos buscando?”, disse Orellana.

Os generais pediram que os setores fiéis ao ex-presidente esquerdista Evo Morales (2006-2019), refugiado na Argentina após renunciar em novembro de 2019, suspendam os bloqueios das estradas que já completam uma semana por quase todo o país, impedindo o transporte de insumos médicos em meio a pandemia.

Os bloqueadores, em sua maioria de trabalhadores rurais e indígenas, rejeitam a decisão do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) de adiar as eleições gerais de 6 de setembro para 18 de outubro, por causa ao coronavírus.

As eleições já foram adiadas em duas ocasiões pela pandemia, que causou 3.640 mortes e 90 mil casos em um país com 11 milhões de habitantes.

Os manifestantes acreditam que os adiamentos das eleições buscam prejudicar o candidato da esquerda Luis Arce, discípulo de Morales, e que lideraa as pesquisas de intenção de voto na frente do ex-presidente centrista Carlos Mesa e da atual presidente interina da Bolívia, a conservadora Jeanine Áñez.

Arce culpou o governo interino pela instabilidade do clima social e garantiu que “grupos armados mobilizados pelo governo de fato buscam convulsionar o país”.

Neste fim de semana, um diálogo convocado por Áñez fracassou, devido ao não comparecimento dos principais chefes políticos e dirigentes de organizações sociais.

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