Autoridades do México anunciaram nesta terça-feira (13) a prisão de um chefe do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) que atuava na cidade de Guadalajara, uma das sedes da Copa do Mundo de 2026.
Com presença em várias regiões do país, o CJNG foi classificado em fevereiro pelo presidente Donald Trump como “organização terrorista estrangeira”, juntamente com outros cinco cartéis mexicanos, e é acusado por Washington de traficar fentanil para os Estados Unidos.
“Atacamos substancialmente a operação do CJNG”, afirmou em entrevista coletiva Ulises Lara, porta-voz da Procuradoria-Geral do México, ao anunciar a captura de José Gabriel “N” (os sobrenomes são omitidos por razões legais), que identificou como “chefe de praça do grupo criminoso” na região metropolitana de Guadalajara.
Capital do estado de Jalisco, a cidade é a segunda maior do México, com 5,3 milhões de habitantes, e vai sediar quatro partidas da Copa do Mundo de 2026. O estádio onde elas serão disputadas fica no município de Zapopan, em sua região metropolitana, onde militares e policiais prenderam o chefe do CJNG e outros dois homens, segundo a Secretaria de Segurança.
O cartel causa dor e insegurança na região, com o desaparecimento de quase 16.000 pessoas desde 2006, quando teve início a onda de violência que atinge o México.
Em março do ano passado, a descoberta de uma fazenda a cerca de 60 km de Guadalajara usada pelo CJNG como centro de treinamento chocou os mexicanos. Familiares de pessoas desaparecidas encontraram no local centenas de sapatos e peças de roupa, além de ossos que poderiam ser de vítimas de recrutamento forçado, segundo os coletivos.
A Procuradoria-Geral também reportou a captura de Luis “N”, outro líder do CJNG, no estado vizinho de Nayarit. Ele era “encarregado de coordenar a transferência de drogas a partir da América Central” e era o “operador financeiro” na região, informou Lara.