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Chefe da ONU pede que se ‘conserte’ o planeta ante aquecimento global

Chefe da ONU pede que se ‘conserte’ o planeta ante aquecimento global

(Arquivo) O secretário-geral da ONU, António Guterres, em 13 de dezembro de 2018 - AFP/Arquivos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que se “conserte” o planeta frente ao aquecimento global, enquanto se reconstrói um “novo mundo” pós-covid – conforme discurso pronunciado na Universidade de Columbia, em Nova York, nesta quarta-feira (2).

“O equilíbrio do planeta está rompido. A humanidade está em guerra contra a natureza. Isso é suicida”, denunciou, pedindo que a cúpula prevista para 12 de dezembro para o quinto aniversário do Acordo de Paris sobre o Clima, ponha uma verdadeira mudança em marcha.

“No próximo ano, temos a oportunidade de deter o saque (dos recursos naturais) e começar a curar” o planeta, afirmou, defendendo uma redução substancial do uso de combustíveis fósseis.

“A recuperação da covid e a reparação do nosso planeta devem ser duas faces da mesma moeda”, considerou Guterres, para quem “um novo mundo está tomando forma”.

“A biodiversidade está entrando em colapso. Um milhão de espécies estão em risco de extinção. Os ecossistemas estão desaparecendo diante dos nossos olhos. Os desertos estão se espalhando. Zonas úmidas estão se perdendo. A cada ano, perdemos 10 milhões de hectares de florestas”, advertiu.


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“Os oceanos estão superexplorados e inundados com resíduos de plástico. O dióxido de carbono que eles absorvem está acidificando os mares. Os recifes de coral estão embranquecendo e morrendo. A poluição do ar e da água está matando nove milhões de pessoas por ano”, insistiu Guterres, alertando para a possibilidade de mais vírus aparecerem no futuro.

Para ele, “fazer as pazes com a natureza” deve ser “a máxima prioridade para todos, em toda a parte”.

“Nesse contexto, a recuperação da pandemia é uma oportunidade. Podemos ver luzes de esperança na forma de uma vacina, mas não existe vacina para o planeta”, frisou.

Ao saudar os compromissos iniciais rumo à neutralidade nas emissões de carbono de China, União Europeia, Japão e Coreia do Sul, ele disse esperar que esse “movimento” ganhe força mundial.

“Cada país, cidade, instituição financeira e empresa deveria adotar medidas para chegar a zero emissão líquida até 2050”, convocou.

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