A semana

Charge destruída na Câmara gera revolta

Charge destruída na Câmara gera revolta

IRA A charge estava exposta em um quadro que foi destruido pelo deputado Coronel Tadeu, que assumiu a atitude e ainda dela se vangloriou

Às vésperas do feriado do Dia da Consciência Negra, o deputado Coronel Tadeu destruiu uma charge de Carlos Latuff que fazia parte de uma exposição nos corredores da Câmara dos Deputados. A obra abordava o genocídio da população negra, criticando duramente os policiais. Anteriormente, o deputado enviou um ofício a Rodrigo Maia exigindo a remoção da placa, mas decidiu tomar essa providência com as próprias mãos. “Considero democrático, sem dúvida alguma”, defendeu-se o Coronel, afirmando que a charge é “um atentado contra policiais que defendem a sociedade”. A atitude gerou tumulto nos corredores da Casa, com muito bate-boca entre parlamentares da oposição e os que defenderam o comportamento preconceituoso do deputado. A oposição protoclou uma representação contra ele na PGR, por racismo.

LUXO
Rei ostentação

Divulgação

Em Eswatini, antiga Suazilândia, localizada no sul do continente africano, um rei parece não ter a menor noção da situação precária de seu povo. O país se sustenta basicamente com economia informal e a expectativa de vida não ultrapassa os 60 anos de idade. Mesmo assim, o rei Mswati III (foto) encomendou 19 Rolls-Royce para completar a sua coleção já gigantesca de carros de luxo. Segundo o secretário-geral da oposição, Wandile Dludlu, os veículos serão presentes para a mãe do rei e suas
15 esposas, além de uso próprio.

REINO UNIDO
A desmoralização do príncipe Andrew

Stefan Rousseau / POOL / AFP

Mesmo sendo um veterano de guerra, o príncipe Andrew, da Inglaterra, talvez enfrente agora o embate mais difícil de sua vida. Ele era amigo de Jeffrey Epstein, o bilionário americano que foi preso e morto em sua cela nos EUA. Contra ele pesava a acusação de tráfico de mulheres. Andrew é suspeito de ter se envolvido sexualmente com uma menor de idade e de participação em orgias organizadas por Epstein. O escândalo sexual se agravou após uma entrevista concedida pelo príncipe a BBC, em que deu desculpas tolas para as acusações. Nos últimos dias, algumas empresas retiraram patrocínio de instituições associadas a Andrew, e ele decidiu abandonar a vida pública — era o oitavo na linha de sucessão ao trono britânico —, alegando que a sua antiga associação com o milionário americano o perturbou mentalmente.

INVESTIGAÇÃO
É a voz do “seo Jair”?

O porteiro que revelou à PF ter ouvido a voz de Jair Bolsonaro para liberar a entrada de Élcio de Queiróz, um dos acusados de matar a vereadora Marielle Franco, no condomínio “Vivendas da Barra” na noite do assassinato dela, mudou de ideia. Em novo depoimento, ele disse que errou ao ter atribuído a voz do outro lado do interfone a “seo JAIR”, alegando ter se confundido no testemunho inicial. O que o levou a alterar o depoimento ainda é um mistério.

SOCIEDADE
Desigualdade em números

Uma ferramenta lançada pela fintech IQ permite que os moradores do estado de São Paulo estimem quanto irão desembolsar para criar seus filhos, do nascimento até a hipotética conclusão de um curso superior. O cálculo é majoritariamente baseado no CEP dos pais, e constata que é necessário gastar R$ 60 mil com um filho no bairro de Pirituba, região de classe média da capital paulista. Na região nobre do Morumbi, por outro lado, o gasto estimado é de R$ 5 milhões. Com uma constatação dessas, fica difícil defender que a moradia não está intimamente ligada com a distribuição de renda.

ARTE
Um Picasso barato demais

Já pensou em adquirir uma obra que vale milhões pagando apenas 100 euros (aproximadamente RS 460)? É o que está propondo a loteria internacional beneficente organizada na França. A ideia é arrecadar aproximadamente € 20 milhões com a venda de bilhetes para financiar uma ação da ONG Care que pretende promover o acesso à água potável na África. O quadro em questão é o “Natureza Morta” (à dir.) , pintado em 1921 pelo espanhol Pablo Picasso e que está exposto no Museu Picasso,
em Paris. O valor da obra é estimado em R$ 4,6 milhões.