PEQUIM, 15 FEV (ANSA) – Os ministros das Relações Exteriores da China e do Vaticano realizaram um inédito encontro nesta sexta-feira (14), em Munique, na Alemanha, e deram mais um passo na reaproximação entre os dois países, que não têm relações diplomáticas desde 1951.
O chanceler chinês, Wang Yi, se reuniu com o secretário das Relações com Estados do Vaticano, monsenhor Paul Gallagher, às margens de uma conferência sobre segurança realizada na cidade alemã.
“Hoje é o primeiro encontro entre os ministros das Relações Exteriores da China e do Vaticano”, disse Wang, citado pelo “Diário do Povo”, jornal oficial do Partido Comunista. “Isso vai abrir mais espaço para futuros intercâmbios entre os dois lados”, acrescentou.
Já a Santa Sé definiu a conversa como “cordial” e destacou “desenvolvimentos positivos” nos contatos com Pequim. China e Vaticano romperam relações diplomáticas em 1951, quando o menor país do mundo reconheceu a independência de Taiwan, que ainda é visto pela nação asiática como parte de seu território e uma “província rebelde”.
Durante décadas, os cerca de 12 milhões de católicos chineses viveram divididos entre uma conferência de bispos escolhida pelo Partido Comunista e um braço da Igreja Apostólica Romana que atuava na clandestinidade.
Em 2018, no entanto, os dois lados assinaram um acordo para permitir que o Vaticano voltasse a ter papel ativo na nomeação de bispos na China, que até então eram escolhidos à revelia do Papa. Apesar disso, padres e bispos no país ainda são obrigados a se alinhar com a igreja oficial. (ANSA)