Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Chanceler escolhido por Trump preocupa diplomacia brasileira

O senador Marco Rubio
Marco Rubio Foto: Reuters

A diplomacia brasileira está preocupada com o presidente americano eleito, Donald Trump, e com o seu futuro Departamento de Estado – a chancelaria norte-americana. Depois de indicar o senador cubano-americano Marco Rubio para conduzir a Política Externa, Trump escolheu Maurício Clever-Carone para cuidar da América Latina.

Carone foi Conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca com Trump e, agora, será a principal autoridade diplomática para a região. Ele também tem origem cubana e tem ranço pela esquerda. Isso coloca em dificuldades a relação do Brasil com os EUA. O assessor especial do presidente Lula da Silva, Celso Amorim, por exemplo, está longe de ser admirado.

Clever-Carone terá papel central na designação do futuro Embaixador em Brasília e pesará muito, na escolha, o tipo de relação que Washington pretende manter com o Brasil. O Governo brasileiro terá de investir pesado na relação com os americanos na Era Trump II. O país é o 2º maior parceiro comercial do Brasil.

Lula da Silva não vai à posse de Donald Trump dia 20 de janeiro. Não há também confirmação alguma de que foi convidado. Vale lembrar que o presidente brasileiro atacou duramente Trump durante a campanha americana, e torceu por Kamala Harris. A atuação nada protocolar de Lula deixou as relações bilaterais dos países em sério constrangimento. Trump já avisou que atuará com protecionismo contra o Brasil.