Chanceler da Venezuela pede libertação de Maduro

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, pediu nesta segunda-feira (23), na sede da ONU em Genebra, a libertação “imediata” do presidente deposto Nicolás Maduro, que foi capturado pelos Estados Unidos há mais de um mês.

A Venezuela exige “a libertação imediata, pelo governo dos Estados Unidos, do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores”, declarou o ministro ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Maduro governou a Venezuela de março de 2013 a janeiro de 2026, quando foi capturado pelos Estados Unidos junto com sua esposa e levado para Nova York para responder por acusações de tráfico de drogas. O país é atualmente presidido por Delcy Rodríguez, que era sua vice-presidente desde 2018.

Maduro compareceu pela primeira vez perante a Justiça americana em 5 de janeiro, dois dias após sua captura, e declarou-se inocente das acusações de tráfico de drogas. Ele disse que é um “prisioneiro de guerra”.

Em seu discurso, Gil defendeu a via diplomática e “o caminho da cooperação internacional com base na igualdade jurídica dos Estados”.

O ministro também exigiu “a cessação de todas as medidas coercitivas unilaterais”, “o respeito pela soberania dos Estados” e “uma agenda de direitos humanos que não se esquive das grandes tragédias do mundo” e “que reconheça todas as vítimas igualmente, sem seletividade política para nenhuma delas”.

“A Venezuela escolheu um caminho”, afirmou Yván Gil. “O caminho da paz com soberania, […] do diálogo sem renunciar aos nossos princípios” e “da reconciliação interna sem esquecer a justiça”, insistiu, aludindo à lei de anistia recém-aprovada.

Elaborada sob pressão dos Estados Unidos, essa lei, promulgada na quinta-feira, foi criticada por excluir alguns militares e policiais e por não abranger todo o período posterior à ascensão ao poder do antecessor de Maduro, Hugo Chávez, em 1999.

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