Chanceler da Alemanha declara apoio à proibição das redes sociais a menores

O chefe de Governo da Alemanha, Friedrich Merz, afirmou nesta quarta-feira (18) que é favorável a uma proibição das redes sociais para menores de idade, seguindo o exemplo de muitos países europeus que discutem uma medida similar para proteger os jovens dos efeitos nocivos das plataformas.

No podcast alemão “Machtwechsel”, Merz afirmou que é “muito favorável” à proposta formulada por alguns líderes do seu partido, a CDU, de introduzir um limite de idade para o uso do Facebook, TikTok, Instagram e outras redes sociais.

“Sempre sou muito reservado em relação a proibições (…), mas vejo as consequências (das redes sociais) nos jovens”, declarou o chanceler.

“Não é de surpreender os transtornos de personalidade e os problemas de comportamento social entre os jovens quando eles passam até cinco horas por dia na frente de uma tela aos 14 anos e quando toda a sua socialização acontece apenas por este meio”, destacou.

Um amplo debate é aguardado no próximo fim de semana, durante o congresso federal da CDU em Stuttgart (sul), sobre as possíveis modalidades de regulamentação para os menores de idade.

Segundo o chanceler, há várias opções: “um limite de idade, uma proibição ou uma verificação por meio de aplicativos adequados com a autorização dos pais”.

A Austrália adotou no final de 2025 uma das medidas mais rígidas do mundo em uma democracia: as plataformas são obrigadas a garantir que os usuários tenham pelo menos 16 anos e a eliminar as contas de usuários muito jovens.

Na França, os deputados aprovaram no final de janeiro uma proposta de lei que proíbe as redes sociais para menores de 15 anos, que ainda deve ser examinada pelo Senado.

Outros países apresentaram iniciativas similares que ainda precisam ser votadas, como Espanha, Portugal e Dinamarca.

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