Cesta básica fica mais barata em 25 capitais em agosto

Levantamento do Dieese e Conab mostra queda nos preços de itens essenciais, mas alta anual em 25 cidades

Cesta básica fica mais barata em 25 capitais em agosto

A cesta básica ficou mais barata em 25 das 27 capitais brasileiras analisadas em agosto pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. O levantamento, divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em conjunto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), aponta uma tendência de queda nos preços dos itens essenciais para a população.

A cesta básica registrou queda de preço em 25 das 27 capitais brasileiras durante o mês de agosto.

  • Maceió e São Luís foram as únicas capitais a apresentar aumento no custo médio da cesta.
  • O salário-mínimo ideal foi estimado pelo Dieese em R$ 7.565,86, mais de quatro vezes o valor atual.

Apenas duas capitais tiveram aumento no custo da cesta: Maceió, com elevação de 1,43%, e São Luís, com 0,78%. As maiores quedas foram observadas em Rio Branco (-4,68%), Manaus (-4,55%), Boa Vista (-4,47%), Aracaju (-3,89%), Cuiabá (-3,37%) e Salvador (-3,30%).

Apesar da retração mensal, a comparação anual revela um cenário diferente. Em relação a agosto do ano passado, o custo da cesta básica aumentou em 25 capitais brasileiras, apresentando queda apenas em Brasília (-0,64%) e Palmas (-0,27%). As altas mais significativas foram registradas em Goiânia (7,51%), Cuiabá (6,42%) e Vitória (6,26%).

Quais produtos impactaram a queda e alta dos preços?

A batata foi um dos principais itens que contribuíram para a redução do custo da cesta em agosto, com preços mais baixos em todas as cidades do centro-sul do país. O preço médio do quilo do café em pó também caiu em 23 capitais, assim como o tomate e o feijão. Contudo, o pão francês, o óleo de soja, o leite integral e o arroz agulhinha tiveram aumento de preços na maioria das capitais analisadas.

Qual capital registra a cesta básica mais cara do país?

Pelo segundo mês consecutivo, a capital paulista manteve a cesta básica mais cara do país em agosto, atingindo o custo médio de R$ 900,59. Na sequência, aparecem Cuiabá (R$ 851,57), Rio de Janeiro (R$ 851,19) e Florianópolis (R$ 850,90).

Já nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica pode variar, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).

Salário-mínimo ideal está distante do valor atual

O Dieese estima que o salário-mínimo necessário para suprir as despesas essenciais de uma família em agosto deveria ser de R$ 7.565,86. Esse valor representa 4,67 vezes o salário-mínimo atual, que está estabelecido em R$ 1.621,00.

Essa projeção do Dieese toma como base a cesta mais cara do país, a de São Paulo, e considera a determinação constitucional de que o salário-mínimo deve ser suficiente para cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Da IstoÉ.

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