Cerimônia presta homenagem a 18 jornalistas assassinados em 2017

Cerimônia presta homenagem a 18 jornalistas assassinados em 2017

Um colaborador da AFP que investigava cartéis de droga e que foi assassinado no México. Um jornalista independente baleado quando informava sobre rebeldes no Sudão. Um blogueiro que investigava casos de corrupção e morreu após a explosão de um carro-bomba em Malta.

Esses são alguns dos 18 profissionais dos meios de comunicação cujos nomes foram introduzidos nesta segunda-feira ao Newseum, um museu de Washington dedicado a ressaltar a importância da liberdade de imprensa.

Este último grupo, que inclui oito mulheres e dois jornalistas independentes, representa apenas uma fração das dezenas de jornalistas que morreram no ano passado cumprindo seu dever, mas ao ressaltar seus nomes pretende-se que o público tome consciência dos perigos enfrentados por aqueles que lutam para conseguir informação no mundo todo.

Essas 18 pessoas “representam a grande ameaça que pende sobre todos os jornalistas, que enfrentam perigos sem precedentes enquanto lutam para levar a informação à nossa sociedade, muitas vezes em países onde a liberdade de imprensa está em risco ou simplesmente não existe”, disse Jan Neuharth, diretor-executivo da Freedom Forus, a organização matriz deste museu.

Em uma enorme parede construída há duas décadas no museu constam os nomes de mais de 2.300 pessoas que morreram desde 1835 em busca de notícias.