Economia

Cepal projeta queda de 23% nas exportações na América Latina e Caribe devido à pandemia

Cepal projeta queda de 23% nas exportações na América Latina e Caribe devido à pandemia

Pessoas fazem fila nas proximidades de agência da Caixa Econômica Federal no Rio de Janeiro para receber ajuda do governo durante a pandemia do novo coronavírus, em 29 de abril de 2020 - AFP

O comércio internacional da América Latina e Caribe pode cair 23% em 2020 pelo impacto da pandemia de coronavírus, que também provocará um retrocesso nas importações da região, concluiu a Cepal em um relatório divulgado nesta quinta-feira (6).

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O “relatório especial sobre os efeitos do coronavírus no comércio internacional e na logística”, além da contração de 23% no valor das exportações regionais, indica também que o valor das importações cairá 25%.

Essa redução ocorre em um contexto global no qual o comércio mundial acumula uma queda de 17% no volume entre janeiro e maio de 2020.

“América Latina e Caribe é a região em desenvolvimento mais afetada por esta conjuntura e será marcada principalmente pelo retrocesso nos envios de manufaturas, mineração e combustíveis”, destacou o relatório.

“Aprofundar a integração regional é crucial para sair da crise. Com pragmatismo, devemos resgatar a visão de um mercado latino-americano integrado. Além disso, a região deve reduzir custos através de uma logística eficiente, fluida e segura”, afirmou a secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

– COVID no comércio global –

O comércio de mineração e de petróleo, com uma queda de 25,8%, registra os maiores retrocessos entre janeiro e maio deste ano em comparação com o mesmo período de 2019, seguido pelas manufaturas (-18,5%).

O setor de produtos agrícolas e agropecuários registrou um leve aumento de 0,9%. “Isso reflete a menor sensibilidade da demanda de alimentos à contração da atividade econômica, por se tratar se bens essenciais”, indicou o relatório.

A Cepal observou que apenas quatro países, todos da América Central, aumentaram suas exportações entre janeiro e maio de 2020: Costa Rica (2%), Honduras (2%), Guatemala (3%) e Nicarágua (14%).

“Isso se explica por uma combinação de maiores vendas de suprimentos médicos e equipamentos de proteção pessoal (especialmente máscaras), de produtos agrícolas (cuja demanda não foi tão afetada pela pandemia), e a relativa resiliência demonstrada pelo comércio intra-centro-americano”, enfatizou.

Outro aspecto abordado pelo relatório é o colapso do turismo (-50%), que arrastará as exportações de serviços, especialmente no Caribe, enquanto o comércio intrarregional também mostrará uma forte contração de 23,9%, principalmente na manufatura.

A Cepal alerta que essa situação de profunda paralisação econômica como efeito da pandemia resultará em uma perda de capacidades industriais e em uma cesta de exportação, na qual os produtos primários com pouco valor agregado ganharão peso.

“No atual contexto de alta incerteza, os países da região devem adotar ações que lhes permitam reduzir seus custos logísticos internos e gerar serviços de valor agregado para aumentar sua competitividade”, afirmou Bárcenas, observando que são medidas que devem ser implementadas em conjunto com outras no âmbito social e ambiental.

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