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CEO da Lufthansa descarta investimento na Alitalia

ROMA, 19 NOV (ANSA) – Faltando dois dias para o fim do prazo para a apresentação da oferta final pela Alitalia, o CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, descartou nesta terça-feira (19) realizar um investimento imediato na maior empresa de aviação civil da Itália.   

A declaração chega após a agência Bloomberg ter publicado que a companhia alemã cogitava uma injeção de capital de até 200 milhões de euros. “Sempre dissemos que queremos antes ver a Alitalia reestruturada, depois consideraremos um investimento”, afirmou Spohr.   

O consórcio que comprará a Alitalia é liderado pela empresa pública Ferrovie dello Stato (FS), que pretende aumentar a integração entre os transportes aéreo e ferroviário no país, e inclui a americana Delta Air Lines, a holding italiana Atlantia, que atua no setor rodoviário, e o Ministério da Economia e das Finanças.   

Os grupos envolvidos, no entanto, ainda negociam para saber qual será o papel de cada um na nova Alitalia. “Ainda não foram cumpridas as condições necessárias para nossa adesão ao consórcio”, diz um comunicado divulgado pela Atlantia nesta terça.   

A principal exigência da holding italiana é que a Delta aumente seu investimento, que hoje seria na casa dos 100 milhões de euros por 10% do capital No fim de outubro, fontes próximas às tratativas informaram que a Lufthansa chegara a enviar uma carta à FS cogitando sua entrada no consórcio, mas a declaração de Spohr nesta terça desmente uma eventual participação.   

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O prazo para a oferta final pela Alitalia foi adiado pelo governo várias vezes, e já fala-se no país em uma nova data. Há dois anos, quando negociava a compra da empresa italiana, a Lufthansa previa demitir 6 mil funcionários, mas o plano proposto pela Delta estima um corte de 2,5 mil postos de trabalho.   

Sob intervenção do governo desde maio de 2017, a Alitalia sobreviveu graças a empréstimos públicos, que serão restituídos no momento de sua venda. Seus acionistas são a holding Compagnia Aerea Italiana (CAI), com 51%, e o grupo árabe Etihad Airways, com 49%. (ANSA)

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