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Centro-esquerda tem leve vantagem em apuração na Alemanha


BERLIM, 26 SET (ANSA) – A última projeção de votos das eleições da Alemanha, divulgada na noite deste domingo (26) pela emissora “ZDF”, mostra que o Partido Social-Democrata (SPD), vem mantendo uma leve vantagem sobre os conservadores da União Democrata-Cristã (CDU).   

Os números mostram que a sigla de centro-esquerda tem 26% contra 24,5% da CDU, em diferença pequena, mas que se mostra constante.   

Os Verdes estão com 13,9%, o Partido Liberal Democrático (FDP) tem 11,7%, a Alternativa para a Alemanha (AfD) tem 10,5%, e A Esquerda (Linke) tem 5% – no limite da cláusula de barreira para a Bundestag.   

Se os números forem confirmados, os sociais-democratas terão uma alta de 5,5% na comparação com a eleição de 2017 enquanto os conservadores terão uma acentuada queda de 8,4%.   

Com isso, o partido de Angela Merkel, que deixa o poder após quatro mandatos que somam 16 anos, terá seu pior resultado desde sua fundação, em 1945.   

No entanto, como nenhuma legenda conseguiu mais de 30% dos votos para o Parlamento, o que daria a tranquilidade para formar uma maioria mais simples, o sucessor de Merkel ainda é desconhecido e o processo de formação do governo poderá demorar meses.   

Apesar do indicado do SPD, Olaf Scholz, falar em resultado “claro” no pleito, não está certo que ele conseguirá ser o próximo chanceler. Armin Laschet, por sua vez, já disse que pretende iniciar conversas para tentar formar um governo – mesmo não tendo maioria.   

A mídia alemã projeta que há cinco possibilidades de cenários para as coalizões, usando as cores dos partidos para defini-las.   

A “Semáforo”, que contaria com a União do SPD (vermelho), do FDP (amarelo) e dos Verdes; a “Jamaica”, que juntaria a CDU (preto), FDP e os Verdes; a “Quênia”, com CDU, SPD e Verdes; a “Alemanha” com CDU, SPD e FDP; e a “Vermelho-Vermelho-Verde”, com SPD, Linke e Verdes.   

A união de SPD E CDU não é impossível já que, atualmente, os dois partidos estão dividindo o poder sob a liderança de Merkel.   

Até o momento, os líderes dos partidos “coadjuvantes” não deram muitas pistas do que pretendem fazer e se mostraram abertos a qualquer possibilidade. (ANSA).   

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