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Centenas de manifestantes deixam universidade em Hong Kong

PEQUIM E HONG KONG, 19 NOV (ANSA) – Centenas de manifestantes se renderam e deixaram nesta terça-feira (19) a Universidade Politécnica de Hong Kong (PolyU), que está sitiada pela polícia local há mais de dois dias.   

Em uma entrevista coletiva, a governadora Carrie Lam afirmou que mais de 600 pessoas se renderam, incluindo 200 menores de idade.   

No entanto, revelou que cerca de 100 militantes continuaram entrincheirados no campus da faculdade.   

Pouco tempo depois, a emissora “RTHK” comunicou que outros 30 estudantes também se renderam à polícia, pedindo ajuda médica, que fornecia cobertores de emergência e cadeiras de rodas. Lam informou que a rendição dos manifestantes inclui a prisão imediata, mas os menores de 18 anos só serão identificados, embora não excluiu que sejam investigados futuramente.   

A governadora de Hong Kong revelou que “usará todos os instrumentos possíveis” para que “todo o caso possa terminar pacificamente”. Lam também afirmou que “o objetivo só pode ser alcançado com a total cooperação dos manifestantes. Além disso, ela aproveitou a ocasião e pediu para os estudantes pararem com a violência e “seguirem as instruções da polícia”.   

Segundo as forças de ordem da ex-colônia britânica, cerca de 1,1 mil pessoas foram presas nesta segunda-feira (18), em um dos dias mais tensos desde que os protestos pró-democracia começaram.   

Um porta-voz explicou que durante as inspeções da polícia, mais de 3,9 mil coquetéis molotov foram encontrados dentro da universidade.   

Já a Organização das Nações Unidas (ONU) expressou hoje (19) uma grave preocupação com a “crescente violência de grupos de jovens envolvidos nos protestos de Hong Kong”.   

Em um evento em Trieste, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, afirmou que universidades são “incompatíveis com a violência”.   

– Joshua Wong – O Supremo Tribunal de Hong Kong rejeitou o apelo de Joshua Wong, um dos principais ativistas pró-democracia, contra a proibição de viajar para a Europa, onde participaria de um evento em Milão, na Itália.(ANSA)