O Dia

Centenas de mães em um ato de amor: amamentar

Maior encontro do ano luta contra o preconceito e reforça a importância do aleitamento materno para a saúde das crianças

Rio – Centenas de mães com seus bebês de colo lotaram os jardins do Museu de Arte Moderna do Rio, no Flamengo, nesta segunda-feira. O motivo era mais do que nobre: demonstrar, na prática, a importância da amamentação. Foi o maior encontro de aleitamento materno do ano, num ato organizado pela Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar (IBFAN), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

O ato marcou a abertura do 15º Encontro Nacional de Aleitamento Materno (Enam) e do 5º Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável (Enacs), que acontecem no Rio até o próximo dia 15 deste mês. Os eventos ocorrerão simultaneamente à 3ª Conferência Mundial de Aleitamento Materno e à 1ª Conferência Mundial de Alimentação Complementar, todos no Centro de Convenções Sul América, no Estácio. A iniciativa tem como de uma de suas madrinhas a atriz e escritora Maria Paula Fidalgo, importante símbolo da campanha.

“É difícil, mas o benefício é longo e duradouro. Meus dois filhos mamaram no peito e hoje estão maiores do que eu, equilibrados, não é só sistema imunológico favorecido, são as vias do afeto”, disse a atriz.

Suellen Santiago, de 34 anos, veio de Pilares, na Zona Norte, trazendo o filho Gabriel, de 4 meses. “Ele está viciado”, brinca a mamãe. “Algumas pessoas têm preconceito, mas deu vontade nele, onde eu estiver, dou o peito”, afirmou.

Com os gêmeos de 3 meses de idade Bento e Joaquim, cada um mamando num peito, Ingrid Mesquita, de 36 anos, moradora do Estácio, também na Zona Norte do Rio de Janeiro, estava realizada por poder participar do evento. “Eles nasceram de parto prematuro, e mamam até de madrugada. É bem cansativo, mas é gratificante”, contou ela, lembrando da importância desse tipo de alimentação exclusivamente até pelo menos os 6 meses de idade da criança.