Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

Luciano é considerado imprescindível para Rogério Ceni e sua entrada no segundo tempo diante do Campinense, pela Copa do Brasil, quinta-feira, seria o primeiro passo para a volta ao time titular do São Paulo. O treinador imaginava iniciar a partida contra o Água Santa, segunda-feira, com o atacante desde o início, já visando o clássico com o Corinthians, mas terá de mudar os planos após ver um jogador bem aquém do preparo físico esperado.

“Ficou 60 dias parado entre férias e lesão. Pelo que vi nos treinos, imaginei ele em uma produção melhor e que suportaria mais, mas a conclusão de hoje é que ele precisa trabalhar um pouco mais”, lamentou Ceni após a 0 a 0 em Campina Grande, na Paraíba. “A minha ideia era ele começar de titular no fim de semana (segunda-feira), mas, pelo que produziu, não tecnicamente, porque como flutuação é o cara que melhor faz isso no elenco, mas a parte física conta, então precisa evoluir nisso.”

Ceni não esconde seu apreço por Luciano, mas acabou frustrado com a evidente falta de ritmo e de fôlego de seu atacante. “Tecnicamente é um jogador que gosto muito. Quando jogamos nesse sistema, com dois homens de frente, ele ajuda porque flutua muito entre linhas. É o que melhor faz isso. O Nikão faz isso também, mas joga mais pelo lado. O Luciano vem e agrega um homem mais no meio de campo, chega para finalização, é um cara que fala, é chato no bom sentido, pede bola, quer jogo… No momento, ele ainda está abaixo do que estava no ano passado. O que é normal para quem estava parado 60 dias.”

Possivelmente, nem para o clássico mais o atacante deve ser titular. Já o colombiano Andrés Colorado chegou com moral com o treinador e pode aparecer em breve na equipe, apesar das ressalvas de Rogério Ceni.

“Fizemos um treino e meio, ele teve que fazer visto, não estava inscrito na Copa do Brasil. Mas mostra ser um jogador de boa dinâmica, consegue percorrer muito em direção à área, pisa muito na área, finaliza. Pela altura, tem um bom jogo aéreo, e pode ajudar a gente, seja com Pablo, Nestor ou três homens de meio”, analisou o técnico. “Ele não jogou esse ano e isso pesa, assim como o Luciano, que pensamos que estaria bem fisicamente hoje e ainda falta um pouco. O Colorado é a mesma coisa, mas é um jogador jovem, que a gente pode observar até o final do ano e com um bom valor.”

Já o goleiro Jandrei parece ter caído nas graças de Ceni e ganhado mesmo a posição de titular, antes de Tiago Volpi. O treinador, inclusive, descarta ter de surpreendido com o novo dono da posição.

“Nenhuma (surpresa), porque fui eu quem pediu a contratação. Eu conheço um goleiro que sabe jogar com os pés. Quando fui para o Fortaleza, eu levei o Felipe Alves que jogava com os pés. Eu já tinha enfrentado o Jandrei várias vezes, já conhecia de enfrentamento, então para mim não é surpresa nenhuma”, disse. E foi além.

“Eu tento que meus goleiros sejam mais ou menos como eu era e via o jogo quando goleiro. Então não tem surpresa nenhuma a construção dele. Ressaltar que a equipe não tem feito muitos gols, mas não tem tomado, o que é um fator positivo”, observou. “Há firmeza com Arboleda e Diego, antes Miranda e Diego na semana passada, como pode ser Arboleda e Miranda no próximo jogo. Mas que a gente se mantenha firme, com o zero no placar e continuando a criar 15 chances. Quem sabe a gente possa marcar três gols, como foi contra o Santos.”