Economia

Cenário econômico não deve ter melhora “considerável” até fim de 2022, avalia Rio Bravo

Cenário econômico não deve ter melhora “considerável” até fim de 2022, avalia Rio Bravo

Moedas de reais


SÃO PAULO (Reuters) – O cenário econômico brasileiro não deve melhorar de forma “considerável” até o fim do ano que vem, sem perspectiva de alívio “real” no campo político e com a proximidade das eleições de 2022, avaliou a gestora Rio Bravo ao revisar seu cenário e prever juros e inflação para cima e PIB para baixo.

As estimativas para as três variáveis sofreram ajustes para 2021 e 2022. A atividade econômica deve crescer 5,0% em 2021 (5,3% da previsão anterior) e apenas 1,5% no próximo ano (contra 2,0%).

A inflação medida pelo IPCA baterá 8,4% neste ano (de 8%) e 4,3% em 2022 (de 4%). Com isso, os juros terminarão o ano que vem em patamar mais alto que o calculado antes (8,75% contra 8,5%). Com a sinalização recente do Banco Central de que não reagiria a cada dado de alta frequência, a Rio Bravo passou a ver Selic menor ao fim deste ano, de 8,25% (frente a também 8,5%).

Nos últimos dias várias casas financeiras têm piorado seus números para a economia, na esteira da escalada da crise político-fiscal.

“Sem uma perspectiva de melhora real desse cenário político e com a proximidade das eleições de 2022, não deveremos ter uma melhora considerável no cenário macroeconômico até o final do ano que vem”, disse a Rio Bravo no relatório de revisão.

“Soma-se a isso, ainda, a intensificação de outras crises, como a crise hídrica e a crise na cadeia global de suprimentos, que acabam por prejudicar uma economia com crescimento já fragilizado”, completou.

João Leal, economista da gestora, disse à Reuters que os eventos políticos e a reação do mercado vista posteriormente na verdade apontam que o período eleitoral “está só começando”.

“O 7 de Setembro foi só uma pequena amostra”, disse, acrescentando que em 2022 o foco estará totalmente voltado para o mês de outubro.

“Não vamos mais estar falando em reforma, do que o Ministério da Economia pode fazer pela economia… Vamos estar falando de eleição, que gera volatilidade, que por sua vez gera perda econômica.”

Para ele, o mercado deverá lidar com a espera pela eleição num país com segurança institucional “um pouco menor” do que em 2018.

“Do lado das contas públicas, vemos o governo pressionando, a incerteza aumentando sobre a manutenção das regras fiscais”, completou, engatando que o governo tem vindo com ideias “criativas” para financiar o Auxílio Brasil, programa sucessor do Bolsa Família, “com objetivos eleitorais”.

Na noite de quinta, o presidente Jair Bolsonaro editou decreto com aumento do imposto sobre operações financeiras IOF com o objetivo de custear o aumento no valor do novo programa social do governo.

De volta às estimativas econômicas, embora tenha piorado os números para PIB, inflação e juros, a Rio Bravo manteve os prognósticos para a taxa de câmbio: 5,20 reais para o fim de 2021 e 5,00 reais para 2022.



“Depois do último estresse no câmbio decidimos manter em 5,20 reais. E para o ano que vem vemos algum tipo de pacificação política pós-eleição, independentemente de quem vencer, e isso ajudaria a baixar o dólar.”

(Por José de Castro)

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