Esportes

CBF pretende adotar fair-play financeiro a partir do Brasileirão

A CBF pretende implementar a partir do Campeonato Brasileiro deste ano o fair-play financeiro para os clubes da Série A. O processo deverá ser gradativo ao longo de quatro anos, com apenas os primeiros itens entrando em vigor em 2020. Para os times da Série B, serão repassadas apenas orientações.

“O fair-play financeiro será lançado este ano, para que haja responsabilidade na contratação de jogadores, pagamento na hora, tudo aquilo que a gente espera de uma ação administrativa competente, organizada, transparente e ética, para que possamos, permanentemente, prestar contas do nosso trabalho e dos nossos resultados”, disse o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, nesta terça-feira, em Brasília, durante a depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Chapecoense, que investiga o pagamento de indenização a familiares e vítimas do acidente aéreo que matou 71 pessoas em novembro de 2016.

Feldman lembrou também do caso do Manchester City, banido semana passada das duas próximas edições da Liga dos Campeões ou de qualquer outra competição europeia pelo descumprimento da regra do fair-play financeiro da Uefa. A Uefa entendeu que o clube burlou as regras ao inflar falsamente as receitas obtidas com patrocínios entre 2012 e 2016.

“O que aconteceu com o Manchester City agora vai acontecer no futebol brasileiro, ou seja, quem não seguir rigidamente as normas de compromissos, seja de gestões, compromissos administrativos, seja de responsabilidade com seus torcedores e com a sociedade brasileira em geral, ficará fora do futebol, não terá mais licença para continuar funcionando”, afirmou Feldman.

As regras e normas do fair play financeiro proposto pela CBF deverão ser divulgadas nas próximas semanas. O Campeonato Brasileiro começa em maio.


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Essa não é a primeira tentativa da CBF de controlar os gastos dos clubes. Em 2014, a entidade chegou a incluir um item sobre fair-play financeiro no Regulamento Geral de Competições. Entre as medidas, o clube que atrasasse em 30 dias o pagamento do salário dos atletas estaria sujeito a perda de três pontos por jogo em que estiver inadimplente.

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