Esportes

CBDA divulga avanços na gestão e acredita que pode lutar por verbas

Gestão comandada por Luiz Fernando Coelho fez balanço de um ano e destacou aumento de nota dada no quesito governança pelo COB. 'Temos como garantir que somos austeros'

CBDA divulga avanços na gestão e acredita que pode lutar por verbas

A atual gestão da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) completou na última quinta-feira um ano à frente da entidade e apresentou à comunidade aquática a prestação de contas, avanços e os projetos futuros em uma live na TV CBDA (assista aqui). A diretoria acredita ter dado um passo importante para poder voltar a buscar patrocinadores.

O presidente Luiz Fernando Coelho destacou os objetivos de equilibrar financeiramente a entidade, parar de produzir dívidas e organizar a casa. Um ano depois, ele acredita que a missão foi cumprida.

– Ao assumir uma entidade que tem uma responsabilidade nacional e internacional, nós temos por obrigação ser 100% transparentes com a nossa comunidade, com os nossos fãs e todos os envolvidos. Além disso, precisávamos honrar os compromissos com nossos funcionários e prestadores de serviço. Era esse o nosso foco e conseguimos fazer isso – disse Coelho.

Para chegar ao “equilíbrio financeiro”, a CBDA precisou passar por mudanças drásticas. Dos 11 diretores da CBDA, dez são voluntários. Além da direção, de Juliana Dias – supervisora de Nado Artístico – e de Sofia Sigrist – auxiliar de modalidades -, o voluntariado também conta com o medalhista olímpico Djan Madruga, responsável pela Bolsa Estácio, com o consultor de Polo Aquático, Rick Azevedo, além do presidente da CBDA, Luiz Fernando Coelho.

– Montamos uma equipe de excelência e tivemos o respaldo das Federações Estaduais, que seguem nos ajudando diariamente. Essas pessoas agregaram muito valor a essa missão de reerguer a CBDA – acrescentou.

Na governança, a CBDA também destacou avanços. Antes uma das piores confederações do Brasil neste quesito, agora a entidade acredita que os esportes aquáticos vivem a esperança de figurar entre pelo menos os 20 melhores no país.

De 78 funcionários, a entidade tem hoje apenas oito no regime de CLT. A folha salarial é de R$ 37 mil. Cortes expressivos foram realizados, sobretudo no departamento jurídico.

– Nós temos mais de 100 itens relacionados a governança em que avançamos. Assumimos a CBDA com nota 2 neste quesito no GET, do Comitê Olímpico do Brasil, na nossa última avaliação havíamos passado dos 6 pontos, ou seja, podemos notar um grande avanço e isso nos incentiva a ir além – falou Renato Cordani, diretor-executivo da CBDA.

Agora, a CBDA tenta retomar seu lugar como uma das maiores entidades esportivas do Brasil e com foco na retomada das competições para o final de 2020 e, principalmente, nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021.

– No momento em que assumimos a CBDA, com um processo de destituição do antigo presidente, nós não podíamos chegar a um possível patrocinador e falar para que ele confiasse que fossemos fazer um bom trabalho. Hoje, com todos os dados apresentados, nós temos como garantir que somos austeros, bons em governança e transparentes – completou.

Expectativas por avanços na natação feminina

Medalhista de bronze na maratona aquática na Rio-2016, Poliana Okimoto participou da live e apresentou, ao lado de Maressa Nogueira, coordenadora do conselho técnico de maratona aquática, novas perspectivas para a natação feminina.

– É um orgulho imenso representar as mulheres em meio a tantos homens. Meus ídolos sempre foram homens e que bom que agora a gente tem uma imagem feminina para poder ter uma representatividade. Quando a gente pensava em um ídolo na natação, a gente pensava em homens e hoje em dia não. E não só eu, mas hoje temos uma variedade de meninas que a gente pode citar – disse Poliana.

A ex-atleta, que criticou a convocação de apenas uma mulher da natação para a Missão Europa do COB, deu impulso a um movimento de aproximação das mulheres da modalidade com a CBDA.

– Fica muito evidente a diferença. São 13 medalhas masculinas (na natação) e uma feminina (na maratona aquática). Nós sofremos um estímulo muito grande das meninas brasileiras durante a pandemia, em que elas demandaram um estudo, um olhar, uma atenção diferente para as meninas. Então, a gente entendeu que realmente queremos fazer programas que sejam úteis para a natação feminina. Para isso, criamos um grupo de trabalho para pensar em um projeto de médio a longo prazo que faça com que essas meninas possam ter a mesma projeção que os meninos – afirmou Cordani.

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