Caso Orelha: polícia pede apreensão de passaporte de adolescente suspeito de agressão

O objetivo é impedir que o garoto saia do Brasil novamente

O cão Orelha
O cão Orelha Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina pediu na sexta-feira, 6, à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente suspeito de agressões contra o cachorro comunitário Orelha, que morreu em Florianópolis (SC). O objetivo é impedir que o garoto saia do País. A Polícia Federal também foi comunicada sobre a solicitação.

Em 29 de janeiro, o adolescente voltou ao Brasil após uma viagem ao Estados Unidos. Segundo as investigações, ele havia deixado o País depois da morte do animal para uma “viagem pré-programada”.

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O cão Orelha foi encontrado ferido na Praia Brava, em Florianópolis, e morreu depois de ser levado a uma clínica veterinária, em 5 de janeiro. A Polícia Civil aponta um jovem como responsável pelas agressões que resultaram no falecimento do animal e pediu a internação do adolescente.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, laudos da Polícia Científica confirmaram que Orelha sofreu uma pancada forte na cabeça, causada possivelmente por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira ou uma garrafa.

Segundo o G1, o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), também solicitou na sexta-feira novas diligências e esclarecimentos à Polícia Civil sobre os inquéritos que investigam os atos análogos a maus-tratos contra Orelha e Caramelo, além dos crimes de coação e ameaça que teriam sido cometidos por adultos parentes de adolescentes envolvidos no caso.

À NSC TV, o advogado Alexandre Kale, representante legal do adolescente, declarou que há “fragilidade dos indícios”. Ele disse que não existem imagens do momento da agressão nem testemunhas que tenham presenciado o crime.

A delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal (DPA) reiterou que não há imagens do momento da violência, mas explicou como a polícia chegou ao suspeito.

“Com o cruzamento das informações obtidas mediante uma análise das câmeras de monitoramento tanto com relação ao deslocamento do cão Orelha, quanto da posição dos adolescentes suspeitos, bem como contradições importantes na oitiva desse adolescente a respeito do seu local naquele dia e da roupa utilizada na data do fato, nós conseguimos, então, apontar essa autoria”, declarou.

Além disso, a Polícia Civil representou o adolescente por ato infracional equivale a maus-tratos. A investigação pediu a internação provisória do jovem apontado como autor do ato infracional. O inquérito foi enviado ao Ministério Público.