LONDRES, 24 FEV (ANSA) – O ex-embaixador do Reino Unido em Washington Peter Mandelson, preso na última segunda-feira (23), no âmbito de uma investigação sobre suas ligações com o finado financista pedófilo Jeffrey Epstein, foi libertado mediante fiança.
“Um homem de 72 anos, detido com a acusação de negligência no exercício de suas funções públicas, foi recolocado em liberdade sob caução, enquanto espera o prosseguimento das investigações”, diz um comunicado da polícia britânica, que não cita o nome do suspeito.
Mandelson, eminência parda do Partido Trabalhista, e seu marido, o brasileiro Reinaldo Ávila da Silva, são suspeitos de receber milhares de dólares de Epstein em troca de informações privilegiadas sobre os planos do então primeiro-ministro Gordon Brown, em 2009, contra a crise financeira deflagrada no ano anterior.
Na época, ele era uma espécie de “vice-premiê” do governo trabalhista. Mandelson tem uma longa carreira na política do Reino Unido e, em 2024, havia sido nomeado embaixador nos EUA, mas acabou demitido em setembro passado, após menções a seu nome nos arquivos da Justiça americana sobre o “caso Epstein”, financista morto na cadeia, em 2019, enquanto aguardava julgamento por comandar uma rede de tráfico sexual de crianças.
Na década anterior, Epstein já havia sido condenado por solicitar prostituição de uma menor de idade. Devido ao escândalo, Mandelson deixou o Partido Trabalhista e renunciou a seu assento na Câmara dos Lordes britânica.
Na semana passada, o ex-príncipe Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, também já havia sido preso por suspeita de compartilhar informações confidenciais com Epstein, sendo libertado horas depois. (ANSA).