WASHINGTON, 30 MAR (ANSA) – Em resposta ao papa Leão XIV, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta segunda-feira (30) que não há nada de errado em pedir aos americanos que rezem pelas tropas do país.
“Não há nada de errado com nossos líderes militares ou com o presidente pedindo aos americanos que orem por nossos soldados e por aqueles que servem nossa nação no exterior”, declarou a secretária de imprensa.
Durante a homilia do Domingo de Ramos, o pontífice afirmou que Jesus “rejeita a guerra” e “não ouve as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: ‘Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue'”.
Já em relação ao caso envolvendo o cardeal italiano Pierbattista Pizzaballa, patriarca de Jerusalém, que foi impedido pela polícia de Israel de realizar a missa do Domingo de Ramos no local onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado e sepultado, a Casa Branca informou que expressou preocupação.
“Expressamos nossa preocupação a Israel sobre o fechamento desses locais sagrados. Queremos que os fiéis possam acessá-los”, declarou Leavitt.
Em meio à crise entre Tel Aviv e o Vaticano, que já teria sido resolvida, o secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, reuniu-se com o embaixador de Israel no menor país do mundo, Yaron Sideman. Na ocasião, as partes “expressaram pesar pelo incidente, sobre o qual foram prestados esclarecimentos”. (ANSA).