ROMA, 1 ABR (ANSA) – O presidente da Federação Italiana de Futebol (Figc), Gabriele Gravina, garantiu a continuidade de Gennaro Gattuso como técnico da Azzurra após a derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na repescagem europeia da Copa do Mundo e evitou falar em renúncia.
“Tenho de parabenizar Rino Gattuso, acho que ele foi um grande treinador. Pedi a ele que continuasse como técnico desses rapazes, assim como pedi a Buffon [chefe de delegação da Itália]”, declarou o cartola, acrescentando que houve um “momento de sintonia no vestiário” com os jogadores.
“Os rapazes foram heroicos. O lado técnico precisa ser 100% protegido, enquanto a parte política tem um foro, nós convocamos uma reunião do conselho federal [da Figc] para a próxima semana”, disse.
Gravina afirmou compreender as cobranças por sua renúncia, mas ressaltou que esse é um assunto que cabe ao conselho da federação italiana, chefiada por ele desde outubro de 2018.
Com isso, o dirigente estava no comando da Figc em duas das três derrotas seguidas da Itália na repescagem europeia para a Copa do Mundo. “Mais uma vez eliminados. Nada de Mundial para a Itália. É uma vergonha inaceitável. O futebol italiano precisa ser refundado, começando pela renúncia de Gabriele Gravina”, disse o partido nacionalista Liga, do vice-premiê Matteo Salvini.
O cartola admitiu sua responsabilidade em mais um fracasso, mas ressaltou que a política “também deve fazer sua parte”. “A crise é grande e é preciso redesenhar o futebol, mas parece que a Figc é o único ator, quando, em vez disso, a federação faz sínteses. Existem as ligas, os clubes? Por isso, precisamos de uma reflexão maior para mudar as coisas”, declarou. (ANSA).