Comportamento

Cartada certeira

O potiguar Madson Moura, cuidador de cavalos e analfabeto até cinco anos atrás, ganha o maior torneio de pôquer do Brasil e embolsa R$ 1,24 milhão

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CONQUISTA Moura espera agora subir no ranking brasileiro, conseguir patrocinadores e disputar campeonatos internacionais (Crédito: Divulgação)


O jogador potiguar Madson Moura, de 27 anos, conhecido como Urea, é um fenômeno do pôquer. Nascido na minúscula Umarizal, no interior do Rio Grande do Norte, e trabalhando desde garoto como tratador de cavalos, Moura aprendeu a jogar há dez anos com um antigo patrão e só se alfabetizou há cinco anos, contando com a ajuda da mulher Tâmara em seu esforço autodidata. Essas limitações não o impediram de ganhar, no início de dezembro, o torneio principal do BSOP Millions 2019, última etapa do Campeonato Brasileiro de Pôquer, em São Paulo, e de embolsar R$ 1,24 milhão, maior prêmio já pago em um torneio na América Latina. “Só consegui participar do torneio graças à ajuda do meu irmão Júnior, que pagou R$ 1,2 mil pela passagem de ida para São Paulo”, conta. “Estava confiante, vinha de duas participações nos últimos anos com bons resultados e acreditava que poderia ganhar”.

Para levar o título, Moura concorreu com 3,3 mil jogadores e teve que superar outros sete competidores na mesa final. Na última mão, venceu o adversário Diego Beirigo, com dois pares de ás e rainha contra um par de cinco. “Observando o jogo, percebi que pôquer não tem nada a ver com sorte, mas com habilidade e estratégia”, afirma. “Mas é claro que a sorte sempre ajuda”. Ele se considera um jogador brincalhão com os adversários, que detesta brigas e usa o jogo principalmente para fazer amizades. Dedicou a vitória para a mãe, Maricruz, sua grande incentivadora e que trabalhou duro para criá-lo sozinha. Atualmente, Moura mora em Mossoró e treina diariamente jogando pôquer online, algo que começou a fazer só recentemente. “Viajava muito para jogar em outras cidades e minha mulher estava reclamando”, afirma. “Agora posso jogar em casa”.

Cenário mundial

Desde 2014, Moura vem se destacando em torneios no Nordeste e mais recentemente passou a viajar pelo Brasil. Com a vitória no BSOP Milllions 2019, tem esperança de subir no ranking nacional, conseguir bons patrocinadores e entrar no cenário do pôquer internacional. Segundo ele, depois de um título tão importante, a pressão tende a aumentar. “Quando bate a realidade, dá vontade de cair para trás com tanto dinheiro que ganhei”, afirma. “Mas vamos ajudar muita gente com esse dinheiro. Vamos começar ajudando no Natal, comprando cesta básica para quem precisa”. Um de seus projetos é ir para Las Vegas para jogar os maiores campeonatos do mundo. “Agora que ganhei um grande torneio acredito que será mais fácil tirar o visto para os Estados Unidos”, diz.


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