Carta de apoio ao presidente

Querido presidente.

Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer pelo senhor ter mandado um enviado tão especial buscar nossa singela carta.

Só o senhor mesmo para uma surpresa dessas!

Escrevemos para assegurar nosso apoio incondicional nesses momentos tão difíceis.

Somos testemunhas dos desafios hercúleos que o senhor vem atravessando desde que assumiu o governo naquele dia 1º de janeiro que, para nós, já se transformou em dia Santo. Dia de São Jair, eu brinco aqui com o pessoal.

Naquele dia, presidente, eu sabia que o Brasil começava a mudar.

(Enquanto escrevo o pessoal está gritando: “Nossa bandeira nunca será vermelha! Mito! Mito!”)

Sabemos que o senhor precisa do nosso apoio nesse momento, por isso escrevo em meu nome e de todo o pessoal.

O ataque constante dessa CPI, que chamamos de “Canalhas Pelo Impeachment”; o STF, que a gente apelidou de “Satanás de Toga e Foice” e a imprensa Comunista, estão tornando seus dias difíceis de superar, nós sabemos.

Por isso a gente entende que o senhor, às vezes, precisa gritar e até falar um ou outro palavrão, porque ninguém é de ferro.

Sofremos por não ver mais o senhor bater uma bolinha, fazer um churrasco ou mesmo contar aquelas piadas de bicha que o senhor tanto gosta. E tudo isso porque essa gente não poupa o senhor de fake news.

Tem que ser muito mau caráter, por exemplo, para acusar o senhor e seus filhos de um esquema de rachadinha.
Pois nós também devolveríamos todo o salário se nos fosse dada a honra de trabalhar para o senhor.

Nossa!

Fico até arrepiado só de pensar em ver o senhor todos os dias na hora de bater o cartão. E depois iríamos para casa felizes, certos de não atrapalhar seus afazeres.

O que mais poderíamos pedir a Deus?

Mas essa gente não entende e agora querem macular esse sentimento nobre de seus funcionários.

Fique tranquilo que isso não cola por aqui!

Também não vamos permitir que manchem a sua honra, acusando o senhor de não ter comprado vacinas.

O senhor teve a visão de que se comprasse as vacinas antes de todos os países, estariam usando a nossa população como cobaia do mundo e, em sua magnitude, manteve-se firme.

Obrigado, presidente.

Não satisfeitos, os traidores da Pátria querem culpá-lo pelas mortes dessa gripe.

A gente sabe que se o senhor pudesse matar 500 mil, não seriam esses pobres brasileiros que o senhor escolheria, e sim os que merecem.

Também acusam o senhor de colocar militares demais no governo.

Tem de ser muito mau-caráter, por exemplo, para acusar o senhor e seus filhos de esquema de rachadinha

Ué? Não é para isso que servem os militares?

Para trabalhar pelo País?

É que essa gente não tem idade para saber como era o Brasil quando os militares estavam no governo, isso sim.

Queriam o que? Que o senhor fizesse como o, não vou nem dizer o nome dele, e enchesse o governo de comunistas, ladrões, sociólogos e maricas?

E agora, como viram que não conseguem pegar o senhor, inventaram essa história de corrupção na compra de Covaxin.

Dizem que o senhor fez vista grossa.

Como se o senhor tivesse tempo para se preocupar com todas as queixas e mimimis desses deputados.

Presidente, fique calmo.

Por aqui, oramos todos os dias e jejuamos aos sábados para que um dia acabe esse seu calvário.

E já entendemos o seu recado.

Sabemos que essa gente quer é trazer aquele lá de volta.

Então estamos ao seu lado e se insistirem nessa fraude do voto eletrônico, pode ficar sossegado que não passarão!

Já compramos as seis armas que o senhor mandou.

À prestação, mas compramos.

E mandamos entregar em casa, porque aqui não deixam.

Conte conosco, tamo junto e misturado.

Para finalizar, um forte abraço (sem máscara, kkk) e espero que o General Figueiredo entregue essa carta ao senhor o quanto antes.

Semana que vem, quando o General Geisel vier nos visitar, prometo que mando outra para levantar seu espírito.
Agora temos que ir, porque o enfermeiro comunista chegou.


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