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Carlos Ghosn faz primeira aparição pública no Líbano em vários meses

Carlos Ghosn faz primeira aparição pública no Líbano em vários meses

Carlos Ghosn diante de jornalistas durante apresentação em universidade de Beirute, em 29 de setembro de 2020 - AFP

O ex-executivo da indústria automobilística Carlos Ghosn, que está no Líbano desde sua fuga do Japão, fez nesta terça-feira a primeira aparição pública em vários meses, ao apresentar uma parceria com uma universidade local para desenvolver programas de capacitação.

O ex-CEO da Renault-Nissan chegou a Beirute em dezembro, depois de fugir das acusações por fraude financeira no Japão, onde permaneceu detido por 130 dias. Em seu país de origem, Ghosn concedeu uma entrevista coletiva em janeiro para denunciar um “golpe” armado contra ele, mas desde então permaneceu discreto.

Ghosn compareceu nesta terça-feira à Universidade do Espírito Santo de Kaslik (USEK), ao norte de Beirute, para apresentar uma parceria com o estabelecimento de ensino superior.

Ele se recusou a responder perguntas vinculadas aos reveses legais ou ao julgamento no Japão de seu ex-colaborador na Nissan, o americano Greg Kelly.

“Não vou desviar esta conferência de seu objetivo e este é a USEK”, afirmou Ghosn.

Ele citou três programas de formação que desenvolverá em colaboração com a USEK. O primeiro, apresentado pelo empresário como supostamente “o melhor do Líbano e também da região”, é destinado a executivos de empresas. O segundo envolve um centro de formação em novas tecnologias e o terceiro dará apoio a ‘startups’ e a empresários.

Os participantes nos programas terão em particular uma sessão de assessoria individual com Ghosn. No final do curso, os alunos receberão um certificado assinado pelo empresário e a USEK.

“Queremos demonstrar que somos formidáveis empreendedores, em particular neste momento em que o país realmente precisa”, disse Ghosn.

Ele afirmou que um de seus objetivos é “servir ao país e à sociedade”, completou.

O Líbano enfrenta um colapso econômico. A libra libanesa registrou uma desvalorização sem precedentes no último ano e o país registra demissões em larga escala e cortes salariais. Mais da metade dos libaneses vive atualmente abaixo da linha da pobreza, de acordo com dados oficiais.

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