O superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, entregou ao relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre formas contemporâneas de escravidão, Tomoya Obokata, um conjunto de dados referentes ao combate ao trabalho análogo à escravidão no estado. O encontro aconteceu durante missão oficial do comissário da ONU ao Brasil.
Ao longo de sua trajetória, Calazans construiu uma carreira marcada pela valorização do diálogo. Essa postura tem se destacado especialmente no setor mineral, um dos que mais empregam mão de obra no Brasil e em Minas Gerais, e que, ao longo dos anos, vem modernizando e aprimorando suas práticas trabalhistas. Com visitas a unidades produtivas e interlocução direta com empresas, Calazans tem buscado construir soluções conjuntas para situações que exigem acompanhamento do órgão.
No encontro com Obokata, foram apresentados números de 2024: 500 trabalhadores resgatados, sendo 144 em lavouras de café e 73 em plantações de cebola. O superintendente alertou ainda para a crescente precarização das relações trabalhistas e destacou que “a luta com a campanha de combate ao trabalho escravo é para tentar com que esses números sejam extintos. A luta não é só da Superintendência do Trabalho. Tem de haver articulação de todos os setores da sociedade”.
Calazans mantém relação histórica com o presidente da República, tendo ocupado a mesma função no primeiro ciclo de mandatos presidenciais, do Presidente Luís Inácio Lula da Silva. Agora, novamente à frente da Superintendência, reforça o compromisso de Minas e do Brasil no enfrentamento às práticas de exploração laboral e na promoção do desenvolvimento sustentável.