Cultura

Carl Reiner, ator de ‘Onze Homens e Um Segredo’, morre aos 98 anos

Rir é o melhor remédio. Foi a receita de longevidade de Carl Reiner. Mais um pouco e ele teria se tornado centenário. Morreu nesta segunda, 29, aos 98 anos, de causas naturais. Carlton (Carl) Reiner nasceu em 1922, no Bronx, em Nova York. Teve um filho cineasta, Rob Reiner. Carl exercitou-se na mesma tradição do humor judaico de Woody Allen e Mel Brooks. Foi o grande impulsionador da carreira de Steve Martin, a quem dirigiu inúmeras vezes.

Na TV, fez histórioa escrevendo, dirigindo e/ou atuando com grandes comediantes – Sid Caesar Invites You, The Dick Van Dyke Show, The Judy Garland Show. Iniciou-se como diretor de cinema em 1967, com Enter Laughing, Onde Começa o Sucesso, com Jose Ferrer e Shelley Winters. Seguiram-se, entre outros, Glória e Lágrimas de Um Cômico, com Dick Van Dyke, e Oh God!/Alguém Lá em Cima Gosta de Mim, com George Burns (como Deus). Em 1979, Steve Martin fez o mundo inteiro rir como um idiota completo que acredita ser filho natural de uma família toda negra em O Panaca. O filme, que faz deboche de um racismo às avessas, hoje talvez não seja muito correto. Em 1982, surgiu a obra-prima dos dois – Cliente Morto não Paga.

Como tributo ao filme noir, a trama coloca Martin na pele de um detetive particular. Por meio de cenas retiradas de clássicos da tendência, Carl Reiner cria uma paródia de filmes noir e de espionagem que permite a Martin contracenar com Bogart, Burt Lancaster, Ava Gardner, Alan Ladd, Kirk Douglas, James Cagney. A técnica não poderia ser mais perfeita. O resultado é brilhante e o filme, de certa forma, antecipa o Woody Allen de Zelig e o Robert Zemeckis de Forrest Gump. Na sequência, O Médico Erótico, ou O Homem com Dois Cérebros, não fez tanto sucesso como paródia, mas tinha seus momentos. Carl seguiu dirigindo até os anos 1990. Distração Fatal/Fatal Distraction é sua paródia de Instinto Selvagem.

À medida que a estrela do filho ia subindo, a do pai declinou. Rob fez o clássico Conta Comigo, baseado em Stephen King, em 1985. Depois, o romântico Harry e Sally – Feitos Um para o Outro, com Billy Crystal e Meg Ryan, que foi aquele estouro. Carl passou a ser requisitado como ator. Fez a série de Steven Doderbergh, Onze Homens e Um Segredo, Doze Homens e Outro Segredo, Treze Homens e Um Novo Segredo. Em 2010, foi um dos dubladores de Os Pinguins de Madagáscar.

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