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Caravana hondurenha de migrantes chega na Guatemala, rumo aos EUA

Caravana hondurenha de migrantes chega na Guatemala, rumo aos EUA

Família descansa à espera da primeira caravana migrante do ano para os Estados Unidos, em San Pedro Sula, Honduras, em 14 de janeiro de 2021 - AFP

Milhares de migrantes que viajam a pé de Honduras rumo aos Estados Unidos chegaram neste sábado (16) à Guatemala, preparando-se para ir ao México, o próximo destino em busca de melhores condições de vida, que esperam receber do futuro governo de Joe Biden.

Na noite de sexta-feira, cerca de 6.000 migrantes conseguiram cruzar a linha de fronteira em El Florido, 220 km ao leste da Cidade da Guatemala, após passar pelos controles policiais. O número foi fornecido pelo Instituto Guatemalteco de Migração.

Na manhã de sábado, ainda havia mais migrantes se reunindo nessa passagem de fronteira para tentar entrar, segundo relatórios oficiais.

Apesar de um decreto deixar opcional para a polícia o uso da força para conter o avanço na sexta-feira, a decisão de abrir a passagem foi tomada ao constatar que no grupo havia muitas famílias com crianças, segundo um chefe policial disse à AFP. A caravana passou sem o requisito de apresentar documentos e um teste negativo de covid-19.

– Caminho ao México –


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Depois de descansar nos arredores, vários grupos entraram em território guatemalteco, chegando até Jocotán, departamento de Chiquimula, fronteira com Honduras. Alguns foram em busca de instituições de apoio ao migrante, e outros receberam apoio da Cruz Vermelha e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

“Decidi ir para os Estados Unidos porque em meu país não há trabalho, não há nada, e obrigatoriamente tenho que sair porque a pandemia e furacões destruíram o país”, explicou à AFP o hondurenho Carlos Flores, de 20 anos.

Os migrantes dizem fugir de uma Honduras fortemente afetada pela passagem dos furacões Eta e Iota em novembro e pela falta de emprego causada pela pandemia.

A maioria partiu na madrugada de sexta-feira da estação de ônibus de San Pedro Sula, no norte de Honduras.

A maioria vai a pé e alguns pedem uma parada. Em seu trajeto, ainda encontrarão vários controles policiais dentro da Guatemala antes de chegar à fronteira com o México, que já adiantou que “não permitirá a entrada irregular de caravanas de pessoas migrantes” e enviou 500 agentes em Chiapas e Tabasco, estados que fazem fronteira com a Guatemala.

Após percorrer 450 km dentro da Guatemala, grande parte da caravana tentará entrar no México pela fronteira de Tecún Umán (sudoeste), segundo detalhou o escritório de Migrações.

Muitos participantes desta caravana estão convencidos que Joe Biden, que assume a presidência dos Estados Unidos em 20 de janeiro, será mais flexível que seu antecessor, Donald Trump, com as normas migratórias.

Mas Washington já descartou a possibilidade de um tratamento especial. “Não percam seu tempo e dinheiro e não arrisquem sua segurança e saúde”. “É uma viagem mortal”, disse o comissário interino do Escritório de Alfândegas e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), Mark A. Morgan.

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